PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA

Madrasta se entrega à Justiça em caso de menina que ingeriu soda cáustica

Mãe da vítima em frente ao hospital no Acre.
Mãe de menina internada após suspeita de ingerir soda cáustica diz que sofreu violência e ficou mais de oito anos sem ver a filha — Foto: Rede Amazônica

Suspeita de participar da tortura da enteada de 11 anos apresentou-se ao MP-AC; pai da criança permanece foragido enquanto a vítima segue internada na UTI.

A madrasta da menina de 11 anos internada sob suspeita de ingerir soda cáustica em Rio Branco entregou-se às autoridades policiais nesta segunda-feira, 13/07/2026. A decisão de se apresentar ao Ministério Público do Acre (MP-AC) ocorreu após a Justiça decretar sua prisão preventiva, fundamentada na proteção da integridade da criança, na garantia da instrução criminal e no risco de reiteração das condutas delitivas.

A investigada, que deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira, 14/07/2026, foi encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). O pai da menina, também alvo de um mandado de prisão preventiva por tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos, segue sendo procurado pela Polícia Civil. A defesa da madrasta, sob responsabilidade do advogado Valber Fontinele, alegou que sua cliente também seria vítima de violência doméstica e solicitou atenção às suas condições de vulnerabilidade.

A criança, que reside no bairro Apolônio Sales, permanece sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança. O caso, que corre sob segredo de Justiça, teve início em 03/07/2026, quando a menina foi internada após ter sido supostamente forçada a ingerir a substância química. A investigação, conduzida com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apura indícios de tortura e maus-tratos majorados.

Enquanto a rede de proteção atua, o Conselho Tutelar, representado pelo conselheiro Celson Inácio, reforçou que a criança possui todos os seus direitos assistenciais garantidos. As autoridades alertaram a população sobre a proibição de campanhas de arrecadação em nome da menina, ressaltando que qualquer necessidade da vítima será suprida pelos órgãos competentes, evitando a exposição indevida de sua imagem nas redes sociais.

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