APREENSÃO DE LULA

Lula revela preocupação com possível destrato de Trump em encontro oficial

Presidente Lula e Donald Trump em reunião oficial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em encontro com Donald Trump na Casa Branca.

Presidente brasileiro temia ser alvo de constrangimentos públicos, como ocorreu com outros líderes estrangeiros, durante visita à Casa Branca. Acordo sobre tarifas foi negociado.

[ { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou ter sentido apreensão com a possibilidade de ser destratado publicamente durante sua recente visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 22/05/2026, durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "Lula mencionou ter acompanhado situações em que Trump expôs líderes estrangeiros a constrangimentos. Por essa razão, o presidente brasileiro solicitou que o acesso da imprensa a partes do encontro entre os dois chefes de Estado não fosse liberado." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "O encontro ocorreu na Casa Branca no início de maio e foi considerado positivo pelo grupo político de Lula. Apesar de Trump ter elogiado o presidente brasileiro após a conversa, ambos não concederam declarações conjuntas à imprensa." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "A preocupação de Lula se fundamenta em episódios anteriores. Trump já criou momentos de tensão com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, durante suas respectivas visitas à Casa Branca." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "Em maio de 2025, ao receber Ramaphosa, Trump tentou forçar uma situação constrangedora ao fazer acusações sobre um suposto "genocídio branco" na África do Sul, chegando a solicitar o apagamento das luzes no Salão Oval para exibir imagens de violência. Mais tarde, em fevereiro de 2025, o presidente ucraniano deixou um encontro com Trump sem a coletiva de imprensa prevista, após um desentendimento verbal ocorrido no Salão Oval sobre os rumos da Guerra da Ucrânia." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "'Quando eu encontrei com o Trump na Malásia ele chamou a imprensa toda, coisa que eu não quero. Só pode ter imprensa depois que a gente conversar. Por que a imprensa? Eu ficava preocupado de ele querer fazer o mesmo que ele fez com o presidente Ramaphosa da África do Sul ou com o da Ucrânia', explicou Lula, relatando sua preocupação." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "O presidente relatou ainda que, ao tentar reunir-se com Trump, houve uma resistência inicial para chamar a imprensa antes da conversa. 'Eu falei ‘não, para que? Primeiro vamos conversar. Eu tenho assuntos de interesse do Estado brasileiro para conversar com você, que tem assuntos do interesse do Estado americano. Vamos tirar nossas diferenças e depois a gente dá entrevista’. Aí uma coisa que era para ter 1h15 ficou em 3h e depois ele falou ‘não vamos dar entrevista não’', detalhou o presidente." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "A pauta principal da conversa entre Lula e Trump girou em torno de tarifas. No ano passado, o governo americano havia implementado taxas adicionais sobre produtos brasileiros exportados." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "As autoridades brasileiras obtiveram sucesso na reversão de pontos cruciais do tarifamento, mas a possibilidade de novas cobranças ainda persiste. O Brasil conseguiu um prazo de 30 dias para a continuidade das discussões." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "Uma investigação em andamento pelas autoridades de comércio dos Estados Unidos, com foco em itens como o Pix e o comércio da rua 25 de Março, em São Paulo, é vista pelas autoridades brasileiras como um potencial gatilho para futuras exigências de concessões por parte do Brasil." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "Para mitigar riscos e evitar impasses em temas controversos, como o comércio de etanol e aço, que geram divergências históricas, o governo brasileiro busca adiar discussões nessas áreas." }, { "type": "paragraph", "props": {"textColor": "#000000"}, "content": "Em contrapartida, o governo Lula foca em negociações sobre produtos americanos de interesse do Brasil, como equipamentos de saúde. A proposta brasileira de reduzir tarifas para esses itens visa beneficiar o SUS e hospitais privados com preços mais acessíveis, estratégia que pode aumentar as exportações americanas de produtos de alto valor agregado." } ]

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