PROPOSTA DE GOVERNO

Allyson Bezerra propõe destravar Idema e afasta reajuste de impostos no RN

Allyson Bezerra discursando durante sabatina sobre propostas para o Rio Grande do Norte
Allyson Bezerra, candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte, durante exposição de propostas

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte aposta na desburocratização do licenciamento ambiental e parcerias privadas para impulsionar a economia estadual.

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União), apresentou um plano de gestão focado na redução da burocracia e no estímulo ao desenvolvimento econômico regional. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da TV Tropical, na quarta-feira (19/08/2026), o postulante defendeu a aceleração de licenciamentos e o fortalecimento de parcerias com o setor privado como estratégias fundamentais para recuperar a capacidade de investimento do Estado.

O papel do Idema na estratégia

Para o ex-prefeito de Mossoró, a eficiência administrativa passa obrigatoriamente por uma mudança no funcionamento do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). O órgão, responsável pelos licenciamentos ambientais, é apontado pelo candidato como um ponto crítico que precisa de celeridade para destravar projetos estratégicos nas áreas de energia eólica, solar, petróleo, gás natural e turismo.

"Nós temos que fazer com que o órgão licenciador do Estado destrave para que a gente consiga emitir licenças para instalação de parque eólico, de energia solar, instalação de petróleo, de gás natural, para que a gente consiga ter instalação de minérios, construção de hotéis, de resorts para fomentar o nosso turismo", afirmou o candidato.

Compromisso fiscal

Um dos pontos centrais do discurso de Allyson Bezerra é a promessa de não elevar a carga tributária estadual. O candidato reiterou sua crítica ao reajuste do ICMS de 18% para 20% realizado pela atual gestão e argumenta que o crescimento da arrecadação deve advir da atração de novos empreendimentos, e não da taxação sobre o contribuinte.

Este compromisso foi reforçado na sabatina da Fecomércio RN, realizada no início da semana. A medida, contudo, enfrentará desafios fiscais significativos: o Rio Grande do Norte apresentou, no primeiro quadrimestre de 2026, um comprometimento de 56,12% da Receita Corrente Líquida Ajustada com a folha do Executivo, superando o limite de 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal, além de um déficit previdenciário que ultrapassa R$ 2 bilhões.

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