PRESIDENTE INSISTE NO TEMA
Lula pede que homens dividam afazeres domésticos após fala sobre trabalho feminino
Em evento da Petrobras, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta quarta-feira (27) que homens participem das tarefas domésticas. A fala ocorre um dia após declaração sobre a dupla jornada das mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajustou o discurso sobre mulheres e trabalho doméstico nesta quarta-feira (27), afirmando que os homens precisam aprender a entrar na cozinha e a dividir os afazeres de casa com suas companheiras. A declaração foi feita durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras no estado do Amazonas.
A fala do petista surge um dia após ele ter classificado a vida da mulher como "mais grave", citando que, além do emprego, elas cuidam da louça, do banheiro e da casa. Lula proferiu essas palavras ao defender o fim da escala 6x1, uma pauta em análise no Congresso Nacional.
"Não sei se vocês viram a quantidade de mulheres que trabalham aqui [na Petrobras, em Manaus]. Acabou o tempo em que mulher só era para trabalhar de secretária. Eu quando vejo uma mulher trabalhando em um estaleiro como esse, sendo soldadora, montadora, eu acho uma coisa extraordinária", disse Lula, ressaltando o avanço feminino no mundo do trabalho.
"Eu espero um dia que as mulheres digam aos homens: 'Nós já aprendemos a entrar no mundo do trabalho. Agora, por favor, parceiro, entre na cozinha para ajudar a gente a fazer os afazeres de casa'".
Os dados reforçam a importância da discussão sobre a divisão desigual de tarefas. Em 2022, as mulheres dedicaram, em média, 9,6 horas semanais a mais que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa disparidade é frequentemente criticada por movimentos feministas.
A Comissão Especial da Câmara que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a redução da jornada de trabalho deve votar nesta quarta-feira (27) o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O texto propõe a redução de 44 para 40 horas semanais, sem alteração salarial, em até 14 meses após a promulgação da PEC. Caso aprovado pela comissão, o projeto segue para o plenário principal da Câmara.
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