ARTICULAÇÃO POLÍTICA

PDT oficializa apoio à reeleição de Lula em convenção nacional

Dirigentes do PDT durante evento político em Brasília.
Convenção do PDT em Brasília formaliza aliança política para o pleito atual.

O partido de Carlos Lupi formaliza aliança com o PT para o primeiro turno das eleições, marcando um retorno à coligação que não ocorria há doze anos.

O PDT oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o próximo pleito. A decisão foi confirmada durante convenção nacional da legenda, realizada nesta segunda-feira (20), em Brasília, consolidando uma reaproximação estratégica que não se repetia no primeiro turno há 12 anos.

O anúncio foi conduzido pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, que defendeu a aliança sob a justificativa de preservação democrática. Durante o evento, a sigla também selou compromissos estaduais, incluindo o suporte do PT às pré-candidaturas de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul, e Requião Filho, no Paraná.

A trajetória de Carlos Lupi no cenário público é marcada por passagens polêmicas. Em maio do ano passado, o então ministro da Previdência deixou o governo em meio a investigações sobre um esquema de fraudes no INSS. O rombo, sob análise da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF), teria desviado cerca de R$ 6 bilhões de recursos destinados a aposentadorias e pensões.

Relatórios indicam que Lupi foi alertado sobre irregularidades em descontos na folha de pagamento ainda em junho de 2023, mas medidas efetivas de combate apenas começaram a ser articuladas em 2024. A gestão de Lupi no Instituto Nacional do Seguro Social também foi abalada pela demissão de Alessandro Stefanutto, presidente da autarquia à época, sob suspeitas de corrupção.

A história administrativa de Lupi também remete ao governo de Dilma Rousseff, quando renunciou ao Ministério do Trabalho em 2011 após denúncias de convênios irregulares com ONGs, decisão que precedeu uma recomendação de demissão pela Comissão de Ética da Presidência.

Com esta nova composição, o PDT encerra um ciclo iniciado em 2018, quando a sigla optou por lançar candidaturas próprias. O cenário agora se redesenha com a saída de figuras históricas, como Ciro Gomes, que deixou a legenda no fim de 2025.

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