DIPLOMACIA E COMÉRCIO

Lula minimiza risco de tarifas impostas pelos EUA ao Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda oficial em São José dos Campos
Presidente Lula visitou o DCTA em São José dos Campos nesta segunda-feira (13). Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Presidente mantém otimismo sobre negociações comerciais, enquanto governo aguarda definição de taxas pela Casa Branca até 15 de julho de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou a possibilidade de um aumento generalizado de tarifas sobre produtos brasileiros, em posicionamento público realizado nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A manifestação ocorre em um momento crítico para a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a expectativa de que a Casa Branca formalize, até 15 de julho de 2026, a aplicação de alíquotas de 25% e 12,5% sobre itens nacionais.

A incerteza sobre o cenário comercial impacta diretamente o planejamento econômico brasileiro. Enquanto o governo federal monitora a decisão norte-americana, a sinalização feita por Jamieson Greer, representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, reforça a cautela de Brasília. Embora a distância nas negociações seja evidente, diplomatas brasileiros trabalham com a hipótese de que o Departamento de Estado inclua um anexo com exceções à cobrança, mitigando danos a setores estratégicos.

O governo brasileiro mantém a expectativa de uma rodada final de diálogos com Jamieson Greer até 15 de julho de 2026. A definição das tarifas é definitiva para a estratégia de resposta da administração federal, que busca evitar um impacto negativo na balança comercial e na estabilidade das indústrias nacionais.

A declaração do presidente foi feita em São José dos Campos (SP), durante visita ao Campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Na ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva conheceu o projeto de uma turbina nacional movida a etanol, tecnologia voltada para operações em regiões isoladas e sistemas de emergência.

Durante sua agenda em São José dos Campos, o presidente enfatizou a importância do fortalecimento das Forças Armadas e da soberania industrial. Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ainda que a exploração de minerais estratégicos no país deve ser acompanhada de beneficiamento local, proibindo a simples exportação de matéria-prima sem valor agregado.

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