DIPLOMACIA EM XEQUE
Lula e Trump se reúnem na Casa Branca; coletiva é cancelada
Encontro de três horas no dia 07 de maio de 2026 termina sem declarações conjuntas, frustrando a imprensa internacional.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Presidente Donald Trump realizaram um encontro de três horas na Casa Branca nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, com o objetivo de normalizar as relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e EUA. Contudo, a ausência de uma coletiva de imprensa conjunta, inicialmente prevista, surpreendeu a mídia internacional e gerou incerteza sobre os resultados práticos das discussões, deixando um rastro de especulações sobre o futuro do diálogo entre as duas maiores economias das Américas.
A imprensa internacional acompanhou intensamente o evento. Veículos de renome como The New York Times, BBC News, Reuters, Al Jazeera e NBC News repercutiram a reunião, destacando a quebra de protocolo e a falta de clareza sobre os temas abordados.
O The New York Times cobriu o encontro em tempo real, descrevendo o clima como uma “trégua frágil” após meses de tensão diplomática. O período foi marcado por tarifas americanas contra produtos brasileiros, críticas públicas e divergências sobre o processo contra Jair Bolsonaro. Apesar da longa duração do encontro, a falta da coletiva de imprensa conjunta deixou uma lacuna de informações.
A BBC News também se dedicou à cobertura em tempo real, expressando surpresa entre os jornalistas da Casa Branca. A saída de Lula da Silva sem a tradicional aparição diante das câmeras no Salão Oval, um rito comum em reuniões com líderes estrangeiros, gerou questionamentos. A emissora britânica ressaltou que, embora Trump tenha afirmado que a reunião “correu muito bem”, o que isso revela sobre a conversa ainda não está claro. A expectativa era por mais detalhes em uma coletiva posterior de Lula na embaixada brasileira em Washington. A BBC descreveu o dia como um “jogo de espera” para os jornalistas, que aguardaram por três horas sem orientações até a descoberta da partida do Presidente brasileiro.
A agência Reuters focou na ausência da coletiva prevista entre os dois presidentes. A reportagem salientou a expectativa brasileira por bons resultados. Uma fonte do governo brasileiro, sob condição de anonimato, expressou a incerteza: “Não sabemos se a visita vai ajudar. Mas é mais provável que ajude do que não fazer nada.”
A Al Jazeera destacou as profundas diferenças ideológicas entre os líderes, classificando-os como “duas das figuras populistas mais proeminentes do mundo”. A emissora norte-americana NBC News relembrou ainda o tarifaço imposto por Trump contra o Brasil em 2025, evidenciando o histórico de atritos comerciais.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Presidente Donald Trump descreveu o encontro como “muito bom”. Ele informou que ambos discutiram temas como comércio e tarifas, e que novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos estratégicos. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, afirmou. “A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.”
O governo brasileiro também se manifestou nas redes sociais sobre a reunião, usando a legenda “Diálogo e respeito”. A publicação ressaltou a parceria histórica: “Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo.”
O Presidente Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Ele e Trump participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo afirmou que a fala conjunta à imprensa no Salão Oval foi cancelada porque a reunião se estendeu além do previsto.
O encontro foi categorizado como uma “visita de trabalho”, um formato menos formal que uma reunião bilateral tradicional. Segundo fontes da diplomacia brasileira, a iniciativa foi vista como um passo crucial para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais. Além da economia, a expectativa era de que os presidentes abordassem outros temas sensíveis, como os ataques dos EUA ao PIX, a cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico, parcerias em minerais críticos e terras raras, a geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU, e as eleições no Brasil.
Antes deste encontro na Casa Branca, Lula e Trump já haviam conversado por telefone no dia 1º de maio, em um diálogo que o governo brasileiro classificou como “amistoso”.
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