DIÁLOGO RETOMA FORÇA

Lula e Alcolumbre se aproximam para destravar agenda no Senado

Imagem ilustrativa sobre o adiamento da definição de relator na CCJ pelo Presidente do Senado.
Fim da escala 6x1: Alcolumbre adia definição de relator na CCJ

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam acordo para avançar com projetos prioritários e evitar pautas de alto custo fiscal, com expectativa de encontro até o fim da semana que vem.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou a interlocutores que aguarda um movimento de reaproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para destravar projetos do governo parados na Casa. A decisão de buscar um novo diálogo foi tomada após uma série de reuniões nesta terça-feira (9), evidenciando a urgência em resolver o impasse que paralisa a agenda legislativa e arrisca a aprovação de pautas com alto impacto fiscal. A reunião entre os líderes é vista como crucial para a dignidade administrativa e a saúde financeira do país.

Projetos importantes do governo estão retidos no Senado, e há o risco iminente de aprovação de propostas consideradas "pautas-bomba", que podem gerar um custo estimado de R$ 270 bilhões aos cofres públicos nos próximos anos. "Pautas-bomba" são iniciativas legislativas que expandem gastos ou reduzem a arrecadação governamental, impactando significativamente as contas públicas e dificultando o cumprimento de metas fiscais.

Em uma reunião realizada na manhã de terça-feira (9), Alcolumbre e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, debateram a relação entre os poderes. Interlocutores ligados ao presidente do Senado apontam que o Palácio do Planalto possui uma extensa lista de projetos prioritários na Casa, mas que a ausência de um entendimento direto entre Lula e Alcolumbre tem inviabilizado o avanço dessas pautas neste ano eleitoral.

Representação visual sobre o tema Fim da escala 6x1: Alcolumbre adia definição de relator na CCJ
Fim da escala 6x1: Alcolumbre adia definição de relator na CCJ

Fontes próximas aos dois lados reconhecem a necessidade de alinhar interesses comuns. Uma delas resumiu a urgência das tratativas: "A situação ficou assim: ou conversa ou conversa. Não cabe mais essa falta de diálogo".

Ainda na tarde de terça-feira, o movimento do governo em direção ao comando do Senado ganhou um segundo capítulo. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, enfatizou que o país "não suporta" o impacto fiscal das "pautas-bomba" em discussão no Congresso Nacional. Durigan levou a preocupação da equipe econômica ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quem se reuniu.

A visita de dois ministros palacianos a Alcolumbre é interpretada por aliados como um sinal claro de que Lula está preparando o terreno para uma conversa direta. Posteriormente, durante a sessão do Senado, Alcolumbre sinalizou que não pretende pautar os projetos que geram custos elevados aos cofres públicos, uma atitude que agradou o governo.

A expectativa nos bastidores dos dois poderes é que o encontro pessoal entre Lula e Alcolumbre ocorra até o fim da semana que vem. Articuladores do governo, no entanto, buscam antecipar essa conversa para antes do embarque do presidente da República para Evian, na França, onde acontecerá a cúpula do G7 entre 15 e 17 de junho.

Alcolumbre já manifestou disposição para o diálogo, enquanto Lula começou a ajustar sua agenda institucional para receber o senador. A pauta do eventual encontro abrange mais do que o destino da PEC do fim da escala 6x1, incluindo a retomada do diálogo direto para destravar projetos governamentais e evitar despesas fiscais desnecessárias, impactando diretamente a dignidade da administração pública e a vida dos cidadãos.

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