DECISÃO CRUCIAL
Lula definirá futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado após operação da PF
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o senador para definir permanência ou saída do cargo após desgaste com investigação da Polícia Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá com o senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quarta-feira, 24/06/2026, em Brasília, para decidir o futuro do aliado na liderança do governo no Senado Federal. A reunião ocorre após o senador ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), gerando desgaste político significativo.
A tendência é que o encontro aconteça nesta quarta-feira, pois o presidente Lula acelera suas agendas antes de compromissos fora de Brasília, previstos para a quinta-feira (25). Essa pressa se dá também pela proximidade do calendário de restrições eleitorais, que impede inaugurações e publicidades a partir de 4 de julho.
Fontes próximas ao presidente indicam que a permanência de Jaques Wagner no cargo de líder do governo é improvável, devido ao impacto da investigação da PF. Embora auxiliares do presidente evitem cravar o desfecho, a decisão final recai sobre a relação pessoal de décadas entre Lula e Wagner.
Antes da reunião com o presidente da República, Jaques Wagner tem um encontro marcado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Espera-se que o senador agradeça o apoio público que Alcolumbre manifestou logo após a operação da PF, criticando julgamentos antecipados.
Em meio aos esforços de contenção de danos, Jaques Wagner tem buscado apoio de colegas, como o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, Otto Alencar (PSD). Durante a operação, o senador estava na Bahia, onde conversou com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa, aliados de longa data que devem apoiá-lo em sua busca pela reeleição em outubro.
Duas possibilidades principais estão em discussão para a sucessão. A mais provável seria convencer Jaques Wagner a deixar o posto voluntariamente, evitando um posicionamento público do Planalto que poderia desgastar a imagem do presidente. A alternativa seria Lula formalizar a troca da liderança, o que poderia expor o presidente e não é a opção preferencial.
Jaques Wagner tem afirmado que não pedirá para sair do cargo e que o presidente Lula não tocou no assunto em conversa recente. Ele reconhece que a decisão final sobre a liderança é prerrogativa do presidente da República.
Sucessão de Jaques Wagner
Internamente no Palácio do Planalto, já se especulam nomes para uma eventual substituição. O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) é considerado o nome mais forte entre os interlocutores de Lula, apesar de estar focado nas campanhas eleitorais do Nordeste. Sua preferência se dá pela qualificação e pela escassez de alternativas viáveis.
Outros nomes como Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) foram considerados, mas a avaliação é que não possuem o perfil ideal para a função. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, também foi mencionado, mas a acumulação de funções não seria a estratégia mais adequada.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário