DISPUTA PRESIDENCIAL AGUARDADA

Aliados de Renan Santos e Caiado preparam estratégia para debate sem Lula

Candidatos presidenciáveis durante debate na TV.
Debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e adversários políticos.

Candidatos buscam capitalizar espaço no evento da TV Band, enquanto PT avalia ausência de Luiz Inácio Lula da Silva por estratégia eleitoral.

Lideranças partidárias articulam novas estratégias para o primeiro debate presidencial, organizado pela TV Band, diante da possibilidade de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareça ao evento. A definição sobre a presença do mandatário ocorrerá após o lançamento oficial da campanha de reeleição, marcado para o dia 16 em São Bernardo do Campo (SP).

A cúpula petista avalia que a ausência é uma medida de cautela, dado que o presidente mantém vantagem nas pesquisas de intenção de voto. A participação, segundo analistas do partido, só seria considerada caso o cenário de disputa se estreite nas próximas sondagens.

Para os adversários, a lacuna deixada pelo atual presidente abre espaço para uma reconfiguração do embate. Kim Kataguiri (Missão-SP) aponta que o foco de Renan Santos (Missão) será confrontar Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o deputado, a disposição de Santos para o embate direto contrasta com a postura de outros opositores, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que, por histórico de alinhamento com pautas bolsonaristas, enfrentariam dificuldades políticas ao atacar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em contrapartida, o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) aposta na centralidade de Ronaldo Caiado. O parlamentar projeta que, caso tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro decidam se ausentar para preservar seus desempenhos nas pesquisas, Caiado assumiria o protagonismo do debate. O candidato do PSD tem buscado demarcar distância do bolsonarismo, criticando abertamente o adversário do PL em suas aparições públicas.

A relação entre Caiado e o bolsonarismo permanece complexa. O médico e ex-governador de Goiás, que já divergiu de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, oscila entre críticas pontuais e acenos ao eleitorado conservador, como a promessa de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro.

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