DISPUTA NAS URNAS
Partido Novo aciona TSE contra Lula por suposta propaganda eleitoral antecipada
Sigla pede remoção de vídeos e multa máxima após presidente solicitar votos para aliados e para si próprio durante convenção partidária na Bahia.
O Partido Novo apresentou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). A medida, formalizada na noite de sábado (1), alega que houve propaganda eleitoral antecipada durante a convenção estadual da legenda em Salvador.
A ação busca garantir o equilíbrio do pleito e a igualdade entre as legendas ao questionar a conduta do chefe do Executivo federal. O processo foi distribuído ao ministro André Mendonça, que analisará o pedido de liminar para a retirada imediata dos registros audiovisuais do evento das plataformas digitais e redes sociais.
Segundo a argumentação do Novo, o pedido de votos foi explícito, utilizando expressões como "dê um votinho pra mim" antes do início oficial da propaganda eleitoral, previsto para 16 de agosto. A peça jurídica sustenta que, embora a lei permita manifestações políticas em atos partidários, o limite da legalidade foi transposto ao transformar o evento em palco de campanha aberta, com alcance amplificado pela transmissão ao vivo no YouTube.
Além da remoção dos conteúdos dos canais oficiais do PT e dos políticos mencionados, o partido requer a aplicação de multa no patamar máximo estabelecido pela legislação eleitoral. A decisão sobre o mérito da causa ainda cabe ao Tribunal, que avaliará se houve violação das regras de pré-campanha.
O episódio ocorreu durante o lançamento das candidaturas governistas na Bahia, momento em que o presidente também aproveitou para mencionar Jaques Wagner, que é alvo de investigação da Polícia Federal sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. O senador nega as acusações e afirma que provará sua inocência.
O cenário gerou críticas severas de opositores, incluindo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que utilizou suas redes sociais para questionar a isonomia das instituições judiciais em face da conduta do presidente.
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