GOVERNO EXIGE DEVOLUÇÃO

Lula decide que quem comprou celular roubado terá que devolvê-lo ou sofrerá consequências

Presidente Lula discursando para integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDES).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do Conselhão, em Brasília.

Medida do Ministério da Justiça, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê que pessoas com aparelhos roubados deverão devolvê-los, sob pena de punição. Decisão visa combater o roubo de celulares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, nesta quarta-feira, 10/06/2026, que cidadãos que possuam celulares roubados em seu poder deverão devolvê-los ao poder público. A iniciativa, anunciada durante sessão plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDES), conhecido como Conselhão, tem como objetivo mitigar o problema do roubo de aparelhos. Apesar de reconhecer a preocupação com o impacto da medida sobre a população de baixa renda, que frequentemente adquire aparelhos roubados, o presidente Lula determinou que a ação seja levada adiante. Ele afirmou que despachará com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, para formalizar a decisão. "Vou passar uma mensagem dizendo que todos os 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver. Precisa devolver porque estão cometendo um delito e se forem pego pode sofrer uma punição desnecessária", declarou o presidente. Lula explicou que a preocupação com a situação econômica de quem adquire celulares roubados o levou a refletir, mas que a tranquilidade de milhões de brasileiros em não ter seus aparelhos subtraídos justifica a iniciativa, batizada internamente de ‘Telefone Seguro’. Para facilitar o processo e amenizar receios, a devolução poderá ser realizada nos Correios. A medida visa dar segurança aos cidadãos, que, segundo o presidente, podem ter receio de ir a delegacias. Durante a reunião do Conselhão, a maioria dos presentes indicou apoio à medida quando consultada pelo presidente, embora relatos posteriores em conversas reservadas sugiram preocupações sobre a recepção popular da iniciativa entre as classes menos abastadas.

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