DIPLOMACIA EM AÇÃO
Lula busca diálogo político com a UE para reverter veto à carne brasileira
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutem restrição. Brasil reage e cria canal direto para negociações.
bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em um tom mais político nas conversas com a União Europeia (UE) para reverter o veto à importação de carne brasileira. Em meados de maio, o bloco deixou o Brasil de fora da lista de países autorizados a exportar proteína para os mercados europeus. A decisão, oficializada em 5 de junho e com possível impacto a partir de 3 de setembro deste ano, causou surpresa e desconforto, com o governo brasileiro enxergando um viés mais político do que sanitário na medida. " } } bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "Durante encontro com Lula às margens da Cúpula do G7, na França, a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que não sabia sobre o veto, segundo interlocutores do petista. A partir dessa conversa, Lula espera imprimir um caráter mais diplomático às negociações, buscando um acordo que permita ao Brasil retomar as exportações de proteína animal ao bloco. " } } bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "A estratégia do governo brasileiro consiste em não questionar as diretrizes sanitárias da UE, mas conduzir as discussões de forma diplomática. A avaliação é que a tratativa em nível estritamente técnico pode não resultar em um acordo. Membros do Itamaraty e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmam que estão prestando esclarecimentos sobre as dúvidas europeias e que o governo determinou a criação de um canal direto entre a pasta diplomática e a União Europeia para agilizar as discussões." } } bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "A UE justifica a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados pela suposta falta de informações suficientes para comprovar o cumprimento das exigências europeias sobre o uso de determinados antimicrobianos na produção animal. A legislação europeia proíbe a importação de produtos de origem animal de sistemas que utilizem certas substâncias para promover crescimento ou elevar a produtividade. A Comissão Europeia não recebeu garantias de que o Brasil atenderá às exigências até setembro de 2026, data limite citada em um regulamento para a adequação. " } } bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "O governo brasileiro alega que, meses antes do anúncio, contatos foram feitos com o bloco sobre as informações enviadas, mas não houve retorno. Essa falta de comunicação levou o governo a crer que a documentação apresentada não continha problemas. Com a decisão, o Brasil deixa de estar habilitado a exportar itens como carne bovina, frango, carne equina, pescado, mel e tripas. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem aptos a exportar para a UE. " } } bloco.com { "type": "paragraph", "props": { "content": "Paralelamente, a UE também adotou restrições ao aço e ao óleo de soja exportados ao bloco, medidas que passam a valer em 1º de julho e não são direcionadas exclusivamente ao Brasil. A justificativa é o excesso de produção siderúrgica global, atribuído principalmente à China. O bloco reduziu pela metade o volume de aço que pode entrar sem tarifas e elevou de 25% para 50% a alíquota sobre o excedente. O governo brasileiro avalia que essas decisões, assim como a das carnes, possuem um componente político e podem afetar a credibilidade nas relações comerciais. " } }
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