ECONOMIA E GEOPOLÍTICA
Lula aponta influência dos EUA na alta dos preços de alimentos no Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende taxação de exportação de petróleo para conter inflação e subsidiar combustíveis internos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou o conflito no Irã, o qual classificou como provocado pelos Estados Unidos, pela atual pressão inflacionária nos alimentos básicos consumidos pelas famílias brasileiras. O posicionamento foi oficializado durante um discurso realizado em 13 de julho de 2026, no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
Segundo o mandatário, a instabilidade global impacta diretamente o custo de vida no Brasil. A elevação dos preços internacionais dos combustíveis, impulsionada pela tensão geopolítica, acaba por encarecer o transporte de itens fundamentais da mesa do brasileiro, como feijão, arroz, tomate e cebola.
Para mitigar esses efeitos, o governo federal mantém uma alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo bruto. A medida, originalmente estabelecida em 12 de março de 2026, teve sua vigência renovada por mais 60 dias pelo Gecex/Camex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) em 9 de julho de 2026. A arrecadação é utilizada para subsidiar o combustível interno, protegendo o consumidor da volatilidade externa. A volatilidade recente foi agravada por uma ofensiva dos Estados Unidos ocorrida em 13 de julho de 2026 nas proximidades do estreito de Ormuz.
Durante o evento, o presidente também abordou a pauta da ENERGÉTICA transição para fontes renováveis. Ao citar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o petista criticou o ceticismo do líder americano frente às mudanças climáticas e defendeu que o Brasil acelere o desenvolvimento de combustíveis alternativos.
Neste contexto, entidades do setor de biocombustíveis apresentaram ao governo uma proposta para elevar a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel de 15% (B15) para 17% (B17). O objetivo é fortalecer a soberania nacional e reduzir a vulnerabilidade do país a choques externos de oferta de petróleo.
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