GOVERNO EM XEQUE
Lula acena, mas silencia sobre permanência de Jaques Wagner como líder do governo no Senado após operação da PF
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou responder se Jaques Wagner (PT-BA) segue na liderança do governo no Senado após investigação da Polícia Federal. Decisão pessoal do mandatário é aguardada.
Em um gesto que gerou especulação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenou com um "joia" ao ser questionado nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, sobre a permanência de Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado Federal. A pergunta surgiu na sequência da operação da Polícia Federal (PF) que investigou a ligação do senador com o caso Master, mas o mandatário optou pelo silêncio, sem confirmar ou negar a continuidade de Wagner no cargo. A decisão sobre o futuro do líder no Senado impacta diretamente a articulação política do governo.
O episódio ocorreu durante uma agenda do presidente em Belo Horizonte (MG), onde ele participou do anúncio de investimentos no Hospital Luxemburgo. A interrogação foi feita enquanto Lula se dirigia à plateia e cumprimentava os presentes, um momento em que a imprensa buscou um posicionamento oficial. O caso levanta questões sobre a resiliência da liderança governista frente a investigações que afetam diretamente figuras-chave do Congresso Nacional.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, uma parcela da equipe avalia que a operação da PF contra Jaques Wagner pode abalar a imagem do governo, defendendo a necessidade de uma substituição na liderança para mitigar potenciais danos políticos. Contudo, a corrente que prevalece entende que Lula deve aguardar uma conversa direta com o senador para então deliberar sobre o assunto, demonstrando cautela em uma decisão que envolve alta sensibilidade política.
Auxiliares do presidente informaram que, embora Lula tenha tido um primeiro contato telefônico com Jaques Wagner ainda na quinta-feira, dia anterior à sua agenda em Belo Horizonte, ele prefere um encontro presencial para aprofundar a discussão e tomar uma decisão final. A agenda do presidente no Sudeste está preenchida, e o encontro deve ocorrer apenas na semana seguinte, adiando um desfecho para a crise de representatividade.
Interlocutores próximos ao Planalto revelam que a equipe governista estava preparada para contestar possíveis alegações sobre conexões do PT baiano com o escândalo envolvendo o Banco Master. No entanto, a deflagração da operação contra Jaques Wagner pegou o governo de surpresa, intensificando a necessidade de uma resposta estratégica e eficaz.
Jaques Wagner e seus familiares foram alvos de buscas e apreensões na quinta-feira, dia 18 de junho de 2026. O senador é investigado sob suspeita de ter recebido vantagens indevidas do Banco Master. Em nota oficial, o parlamentar nega qualquer atuação em favor desta ou de qualquer outra instituição financeira, reafirmando sua integridade.
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