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Lorbrena da Pfizer oferece sobrevida superior a 7 anos para pacientes com câncer de pulmão ALK-positivo

Gráfico mostrando a sobrevida livre de progressão de pacientes com câncer de pulmão tratados com Lorbrena.
Medicamento Lorbrena da Pfizer em análise de eficácia para pacientes com câncer de pulmão.

Medicamento Lorbrena da Pfizer demonstra resultados robustos em estudo de Fase 3, reduzindo o risco de progressão da doença em 81% e controlando metástases cerebrais.

Uma análise de longo prazo do estudo CROWN, apresentada em maio de 2026 no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago, revela que 55% dos pacientes com câncer de pulmão CPNPC (não pequenas células) ALK-positivo mantiveram-se vivos e sem progressão da doença após sete anos de tratamento com Lorbrena, medicamento da Pfizer. Em comparação, apenas 3% dos pacientes tratados com Xalkori apresentaram o mesmo resultado.

Os resultados, publicados simultaneamente na revista Annals of Oncology, indicam uma mediana de sobrevida livre de progressão não atingida com Lorbrena, representando uma redução de 81% no risco de progressão da doença ou morte em comparação ao Xalkori. A razão de risco estimada foi de 0,19 (IC de 95%: 0,13-0,26).

Jeff Legos, líder clínico de oncologia global da Pfizer, destacou a magnitude desses achados: “Embora não seja possível tirar conclusões definitivas entre estudos, essa parece ser a maior mediana de tempo de sobrevida livre de progressão já observada em câncer de pulmão.”

O Lorbrena também demonstrou notável eficácia no controle de metástases cerebrais, prevenindo e controlando a condição em 94% dos casos nos primeiros 30 meses de tratamento. A mediana de tempo até a progressão no sistema nervoso central não foi atingida com o Lorbrena, enquanto no Xalkori foi de 16,4 meses.

O estudo CROWN, de Fase 3, randomizado e aberto, avaliou 296 pacientes com CPNPC avançado e ALK-positivo sem tratamento prévio. Os participantes foram alocados para receber monoterapia com Lorbrena (n=149) ou Xalkori (n=147). O desfecho primário foi o tempo livre de progressão, com base na Revisão Central Independente Cega (BICR).

O perfil de segurança do Lorbrena manteve-se consistente com dados anteriores, sem novos sinais de alerta. Os eventos adversos mais comuns incluíram inchaço, ganho de peso, neuropatia periférica, alterações cognitivas e de humor, diarreia, dispneia, dor articular, hipertensão, cefaleia, tosse, febre, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Eventos adversos graves (graus três e quatro) ocorreram em 77% dos pacientes com Lorbrena e 57% com Xalkori. A descontinuação permanente do tratamento ocorreu em 5% dos pacientes com Lorbrena e 6% com Xalkori.

No Brasil, o Lorbrena foi aprovado pela Anvisa em 2020 para pacientes com CPNPC avançado ALK-positivo sem resposta a outros tratamentos. Em 2021, obteve registro para uso em primeira linha e, em 2022, foi incorporado ao rol de cobertura obrigatória de planos de saúde. Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, ressaltou o avanço: “Até o início da década passada, havia opções limitadas para pacientes com alteração no gene ALK, mas o avanço da medicina de precisão possibilitou o desenvolvimento de terapias-alvo que atuam diretamente nas células tumorais.”

O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer globalmente. No Brasil, o CPNPC representa cerca de 75% a 80% dos casos, com tumores ALK-positivos incidindo em 3% a 5% destes. A doença avançada ALK-positiva pode levar ao desenvolvimento de metástases em até dois anos, impactando severamente a qualidade de vida e a função cognitiva.

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