APOIO EURO ATLÂNTICO À UCRÂNIA
Líderes europeus reforçam apoio à Ucrânia em meio a ataques russos, com mais de 200 caracteres
Em Berlim, Friedrich Merz e Emmanuel Macron alinharam estratégias. Ataque russo em Kherson ceifa vida de desminadores noruegueses.
Em resposta aos contínuos ataques russos, líderes europeus solidificaram nesta quinta-feira, 25/06/2026, seu compromisso com a Ucrânia. A decisão de manter e robustecer o apoio ao país foi reafirmada em Berlim, onde o chanceler alemão Friedrich Merz recebeu o presidente francês Emmanuel Macron e os chefes de governo da Polônia, Itália e Reino Unido. O motivo central é a necessidade de demonstrar unidade e força frente à agressão russa, evidenciando que o suporte à soberania ucraniana não será abalado, o que importa para a estabilidade europeia e a dignidade do povo ucraniano.
Friedrich Merz destacou que a Alemanha defende um compromisso financeiro substancial dos aliados europeus para Kiev. "A mensagem para a Rússia é esta: a Ucrânia permanece forte e o apoio da Europa não está diminuindo", declarou o chanceler em coletiva de imprensa após o encontro do grupo dos cinco (E5), que reúne as principais potências militares europeias. A declaração visa reforçar a confiança na Ucrânia e desestimular novas investidas russas, além de proteger a vida e a dignidade dos cidadãos ucranianos afetados pela guerra.
Merz também observou uma mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7 realizada na França na semana anterior. Segundo o chanceler, Trump adotou uma posição mais favorável à Ucrânia, o que contribuiu para uma nova aproximação entre os aliados ocidentais. "Estamos mais unidos do que nunca no âmbito transatlântico e esperamos que Moscou tire conclusões disso. É hora de começar as negociações de paz", afirmou Merz, sublinhando a importância da diplomacia e do fim do conflito para a recuperação da Ucrânia.
Emmanuel Macron corroborou a visão de "reconvergência entre europeus e americanos", ressaltando que, pela primeira vez em 18 meses, todos os membros do G7 assinaram um documento comum reafirmando o apoio à integridade territorial e à soberania da Ucrânia. O presidente francês defendeu que esse alinhamento se consolide na próxima reunião da Otan, visando a uma estratégia coordenada e eficaz de longo prazo para a paz e a reconstrução da Ucrânia.
Tragédia em Kherson: Desminadores noruegueses morrem em ataque russo
Em contraste com as declarações de unidade e paz, o mesmo dia 24/06/2026 testemunhou uma brutalidade que atinge diretamente a sociedade civil. Um ataque russo na região de Kherson, no sul da Ucrânia, resultou na morte de dois funcionários da ONG norueguesa de desarmamento de minas Norsk Folkehjelp e feriu outros quatro. A tragédia expõe a contínua ameaça à vida e à dignidade, mesmo para aqueles que trabalham ativamente para restaurar a segurança e permitir a reconstrução do país.
Inicialmente, Bujar Hoxha, chefe da missão da Norsk Folkehjelp na Ucrânia, informou sobre seis funcionários atingidos, com um óbito e cinco feridos, um em estado grave. Posteriormente, Oleksandr Prokudin, chefe da administração militar regional de Kherson, confirmou que um segundo funcionário não resistiu aos ferimentos. As vítimas tinham 24 e 25 anos, jovens vidas ceifadas em Novopetrivka, a cerca de 40 quilômetros da linha de frente, evidenciando o impacto devastador da guerra.
A Procuradoria de Kherson relatou à AFP que a área foi atingida por mísseis. Hoxha indicou que há indícios de munições de fragmentação, e que não havia alerta de ataque aéreo no momento. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias do bombardeio, buscando justiça e responsabilização, essenciais para a dignidade das vítimas e seus familiares.
A Norsk Folkehjelp atua na Ucrânia com mais de 450 funcionários, em uma região, Kherson, frequentemente alvo de ataques. A organização humanitária já sofreu perdas anteriormente: em setembro de 2025, dois desminadores do Conselho Dinamarquês para Refugiados (DRC) morreram. Em fevereiro de 2024, dois trabalhadores da ONG suíça HEKS/EPER também perderam a vida em Kherson. Essas perdas repetidas sublinham os riscos enfrentados por civis e trabalhadores humanitários, e a urgência de proteger suas vidas e seu trabalho essencial.
Este episódio trágico serve como um lembrete sombrio das consequências humanas da guerra e da necessidade de cessar os ataques contra civis e organizações humanitárias, protegendo a dignidade de todos os envolvidos no conflito e na busca pela paz.
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