INTENSIFICAÇÃO DOS BOMBARDEIOS

Ataque russo a Kiev deixa 9 mortos e dezenas de feridos

Cenário de destruição em mercado de Kiev após ataque aéreo russo.
Moradora de Kiev passa por mercado destruído por ataque russo à cidade em 30 de julho de 2026 — Foto: Alina Smutko/Reuters

Capital da Ucrânia enfrenta nova ofensiva aérea com uso de mísseis e drones. Governo relata escassez de sistemas de defesa.

Uma nova ofensiva militar russa contra Kiev resultou na morte de pelo menos nove pessoas e deixou outras 28 feridas, impactando diretamente a segurança dos civis na capital da Ucrânia. O prefeito da cidade confirmou a tragédia neste sábado (1º), conforme informações da agência Reuters, destacando a gravidade da situação para a população local.

O ataque intensifica o clima de insegurança que assola o país, ocorrendo apenas dois dias após Moscou realizar uma das maiores investidas aéreas desde o início do conflito. De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a operação incluiu o disparo de mais de 70 mísseis e 280 drones contra diversas regiões, evidenciando a vulnerabilidade das áreas urbanas frente aos novos métodos de combate.

Testemunhas da Reuters relataram ter ouvido mais de uma dúzia de explosões ecoando pela capital. Em manifestação posterior, o presidente Volodymyr Zelenskiy detalhou que, ao todo, foram contabilizados 35 mísseis e 185 drones utilizados especificamente contra alvos estratégicos e civis. A recorrência desses bombardeios nos últimos meses tem sobrecarregado as estruturas de defesa aérea ucranianas, que enfrentam escassez de recursos para interceptar projéteis balísticos, que possuem alta velocidade e poder destrutivo.

Além de Kiev, as autoridades russas confirmaram ter atingido as cidades de Lviv, bem como as regiões de Ivano-Frankivsk, Zhytomyr, Rivne, Dnipropetrovsk e o porto de Yuzhny. O presidente ucraniano reforçou a necessidade urgente de apoio internacional, afirmando que a proteção contra a ameaça russa tornou-se o desafio mais crítico para a preservação da vida no país. A situação permanece em atualização diante da fragilidade do cenário humanitário.

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