FIM DA LINHA

Keir Starmer renunciará ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido em 22 de junho, informa imprensa

Foto de Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido.
Keir Starmer, atual primeiro-ministro do Reino Unido, estaria prestes a renunciar ao cargo, segundo imprensa.

Jornal britânico The Observer revela que Keir Starmer apresentará cronograma para deixar o cargo na próxima segunda-feira (22). Decisão ocorre após turbulência interna no Partido Trabalhista.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve anunciar sua renúncia em 22 de junho e definir o cronograma para deixar o cargo, segundo informações do jornal britânico The Observer. A decisão chega em meio a crescentes pressões internas no Partido Trabalhista, que indicam um cenário de instabilidade política no país.

Starmer passou os últimos dias em Chequers, sua residência oficial de campo, debatendo seu futuro político com familiares. A crise ganhou força após a vitória eleitoral de Andy Burnham, rival de Starmer no Partido Trabalhista, que conquistou uma cadeira no Parlamento. Sua ascensão abre caminho para uma candidatura formal à liderança da legenda.

A contestação à liderança de Starmer se intensifica, com mais de cem parlamentares — cerca de um quarto da bancada trabalhista na Câmara dos Comuns — expressando publicamente o desejo por sua renúncia ou pela definição de uma data para sua saída. Parlamentares ouvidos pela imprensa estimam que até 200 deputados estariam dispostos a apoiar uma candidatura de Burnham, o que sinaliza uma forte divisão interna.

Figuras históricas do Partido Trabalhista, como David Blunkett e Harriet Harman, também defenderam uma transição de liderança organizada. Fontes partidárias indicam que, caso Starmer não apresente uma solução clara até o início da semana, a pressão deve se tornar explícita na próxima reunião de gabinete, acentuando a crise.

Apesar das especulações, Starmer tem tentado reafirmar sua permanência no cargo, inclusive telefonando para integrantes do governo na sexta-feira (19) para comunicar sua intenção de continuar. Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma disputa interna, ele afirmou que pretende concorrer caso seja desafiado e alertou sobre o risco de instabilidade política e divisões internas que uma batalha pela liderança poderia acarretar ao país.

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