ANÁLISE PROFUNDA

Karine Symonir leva a ciência dos dados ao Grupo Dial Natal e ao público potiguar

Foto de Karine Symonir, uma mulher sorrindo, representando a união de dados e comunicação no Rio Grande do Norte.
Karine Symonir, especialista em dados, em nova parceria com o Grupo Dial Natal.

Parceria inédita no Rio Grande do Norte: especialista em Estatística e Demografia estreia podcast para desvendar números da sociedade.

A análise de dados ganha um novo patamar no Rio Grande do Norte. Nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, a renomada especialista Karine Symonir formalizou uma parceria estratégica com o Grupo Dial Natal, que detém o Portal 98, a 98FM Natal e a Jovem Pan Natal. A iniciativa marca a chegada de uma análise técnica e qualificada de opinião pública a um ecossistema de comunicação robusto, com o objetivo de desmistificar números e fortalecer o debate público, oferecendo clareza em uma sociedade sobrecarregada por informações, e será impulsionada pela estreia do podcast MetadataCast, que promete aprofundar a leitura dos dados que moldam a vida potiguar.

Ainda na infância, Karine Symonir de Brito Pessoa encontrou um panfleto que falava sobre “Estatística, a profissão do futuro”, despertando nela uma paixão pelos dados que moldou sua trajetória. Mais de duas décadas depois, a potiguar de 36 anos coleciona graduações em Estatística e Matemática, especializações em Gestão Pública e MBA em Gestão Judiciária pela FGV, além de mestrado em Demografia e doutorado em Educação. É também cofundadora da Metadata Soluções Inteligentes e, em 2026, publicou o artigo “O Sexto Sentido dos Dados e a Expansão da Percepção Humana na Era da Informação: Novas Formas de Perceber o Mundo” na Revista OWL Journal, propondo que os dados se tornaram uma modalidade perceptiva emergente, um sexto sentido.

Karine Symonir: paixão pelos dados desde a infância e trajetória de impacto

A experiência profissional de Karine é um testemunho de sua crença de que os dados impulsionam a transformação. Sua formação multidisciplinar – Estatística, Matemática, Demografia, Educação, Inteligência Artificial, Machine learning e Gestão Judiciária – abriu-lhe os olhos para uma dimensão que vai além dos números brutos.

“Os dados não são apenas números. Eles são a essência das histórias de sucesso e fracasso, e podem ser a chave para desvendar vulnerabilidades e otimizar resultados.”

Sua carreira é uma fusão de serviço público, academia, gestão e empreendedorismo. Iniciou como estagiária na Secretaria de Tributação aos 14 anos, passando por bolsas de pesquisa na graduação e atuando como estatística na COMPERVE/UFRN e no Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (NUPLAM/UFRN). Lecionou Estatística aplicada em diversas instituições, como UNI-RN e Instituto Federal, construindo uma expertise em gestão orientada por evidências, que hoje aplica a clientes públicos e privados através da Metadata.

Em 2025, pela Emais Editora, lançou o livro “O Uso dos Dados na Gestão das Políticas Educacionais: A Compreensão das Vulnerabilidades Multidimensionais e do (In)sucesso na Educação Básica”, fruto de sua tese de doutorado.

A passagem pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, de 2013 a 2019, foi um marco. Karine assumiu a área de Gestão de Processos e Dados Estatísticos e, posteriormente, a Secretaria de Gestão Estratégica do TJRN (SGE/TJRN). Sob sua coordenação, o tribunal lançou o GPS-JUS, ferramenta de Business Intelligence que disponibilizava informações em tempo real a juízes e desembargadores, auxiliando o TJRN a conquistar o 1º lugar do Brasil em Maturidade Estratégica e o Selo Diamante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“No Judiciário, eu não apenas gerenciei projetos de alta complexidade. Usei os dados para planejar, otimizar e medir o impacto real do que fazíamos. Foi ali que entendi, definitivamente, o poder da gestão orientada por dados.”

Após o TJRN, atuou como consultora contratada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em um projeto com a Central de Compras do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ali, Karine aplicou sua expertise para desenvolver uma metodologia de cálculo de custos e indicadores de desempenho para contratações públicas no Brasil.

“Trabalhar com a Central de Compras do MGI ampliou a régua. É outra escala, outro impacto, outras exigências. Você sai do estado, atua no país e percebe que os mesmos princípios, método, dado, transparência, foco em resultado, valem em qualquer nível de governo.”

Essa vivência com a Agenda 2030 da ONU, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (especialmente o ODS 16) e a transformação digital do Estado conferiu-lhe uma visão sistêmica que agora é aplicada no setor privado, na academia e no jornalismo.

O peso dos números na era da informação e o combate à desinformação

Karine Symonir destaca que vivemos na era em que a informação é o recurso mais valioso, mas também o mais propenso à má interpretação. Por isso, a importância de pesquisas sérias e com método.

“Pesquisa séria tem desenho amostral, hipótese clara, instrumento validado, controle de viés e leitura crítica do resultado. Levantamento sem rigor é opinião disfarçada de evidência.”

Essa distinção, ela defende, separa um instrumento de inteligência pública de uma ferramenta de desinformação, especialmente em um Brasil polarizado, com desconfiança nas instituições e um ambiente digital que amplifica narrativas não verificadas. Interpretar pesquisas sem análise técnica é, segundo ela, confundir uma fotografia com um diagnóstico e transformar um recorte de momento em uma sentença sobre o futuro.

“Os dados são honestos. Quem mente é a leitura apressada deles.”

A relação entre jornalismo e dados, em sua avaliação, é uma das alianças mais potentes. O jornalismo oferece contexto, narrativa e responsabilidade pública, enquanto os dados trazem lastro, comparabilidade e densidade. Juntos, formam a “tradução do real”.

“O dado bruto não convence ninguém sozinho. Ele precisa de quem conte a sua história com rigor. É aí que o jornalismo entra e é aí que a pesquisa séria se torna inseparável do bom jornalismo.”

Para combater a desinformação, Karine aponta três pilares: educação estatística básica para a população, transparência metodológica de quem produz pesquisa e, por parte das redações, compromisso com a checagem antes da publicação. A responsabilidade de um instituto que divulga dados que influenciam o debate político deve ser tratada como serviço público, ainda que a operação seja privada.

Dados na prática: o caso da Patrulha Maria da Penha e a voz das vítimas

Em 2025, a Metadata foi selecionada, por meio de processo licitatório (Edital nº 90.050/2025-BPRED/PMRN/SESED e pregão eletrônico), para conduzir uma pesquisa científica encomendada pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMP/PMRN). O contrato de doze meses visa um diagnóstico aprofundado sobre a atuação da Patrulha e da rede de proteção à mulher no estado.

O ponto mais inovador da pesquisa é a inclusão direta das mulheres assistidas, um público raramente acessado em estudos anteriores. A metodologia mista combina revisão bibliográfica, análise de dados históricos dos últimos cinco anos de múltiplas fontes oficiais (CIOSP, Polícia Civil, Justiça Estadual, Defensoria Pública, Saúde, Polícia Penal, centros de referência e casas-abrigo) com pesquisa quantitativa (questionário georreferenciado, amostragem estratificada, 95% de confiança e margem de erro de 5%) e qualitativa (entrevistas semiestruturadas e grupos focais). O estudo abrange as perspectivas da sociedade, das próprias vítimas (com e sem registro de ocorrência), do efetivo policial e administrativo da PMP e da rede de apoio, com recortes de raça, idade, classe social e orientação sexual, tudo sob diretrizes éticas estritas, incluindo LGPD, consentimento informado e sigilo.

“É um projeto que mostra, na prática, o que defendo no plano teórico. Dado bem coletado e bem interpretado pode salvar vidas. Não é metáfora“, diz Karine.

A parceria com o Grupo Dial Natal: um novo ecossistema para a análise de dados

Para Karine, a chegada ao Grupo Dial Natal representa um “casamento entre análise técnica e um ecossistema de comunicação consolidado”. O que a atraiu foi a “coragem de tratar o leitor e o ouvinte como adultos”, alinhada com o respeito a dados de qualidade. Essa integração eleva a qualidade da informação ao encurtar o caminho entre o número e o entendimento. O público terá acesso à metodologia, ao contexto e à interpretação responsável, não apenas a manchetes com porcentagens.

O diferencial de produzir pesquisas conectadas a um ecossistema multiplataforma como o Dial é o alcance qualificado: o mesmo dado pode ser detalhado no Portal 98, debatido nas rádios (98FM Natal e Jovem Pan Natal) e aprofundado no MetadataCast, garantindo consistência. Isso se traduz em mais clareza para o público potiguar entender o que os números estão dizendo sobre política, comportamento, economia, segurança e serviços públicos.

O eleitor potiguar de 2026: complexidade e aprofundamento com o MetadataCast

Karine Symonir observa que o eleitor de 2026 é mais desconfiado, volátil e, em muitos casos, mais silencioso. A informação chega por dezenas de canais simultâneos, e a decisão é tomada por camadas emocionais, identitárias e econômicas.

“O eleitor não está mais difícil de entender porque ficou irracional. Ele está mais difícil porque está mais complexo. Quem reduz isso a um único eixo erra a previsão e, pior, erra o diagnóstico.”

As tendências incluem o crescimento de pautas locais, a desconfiança nas instituições tradicionais, a influência crescente das comunidades digitais e a rápida oscilação entre apoio e rejeição. A tecnologia transformou a leitura da opinião pública, permitindo o cruzamento de pesquisas tradicionais com escuta social, análise de sentimento, dados administrativos e modelos preditivos, exigindo maior maturidade analítica de quem interpreta.

A expectativa para a estreia do MetadataCast, o podcast da Metadata, é alta. Sua proposta é aprofundar a análise dos dados circulantes, mostrar o que está por trás de cada gráfico e oferecer uma leitura que vai além do título. Karine almeja que o MetadataCast seja um espaço onde o número “respira”, explicando, contextualizando e, principalmente, escutando quem está sendo retratado pelos dados. Esse aprofundamento, defende, amplia horizontes e oferece ao público as ferramentas para questionar, comparar e decidir, formando, assim, a cidadania.

Um futuro de transformação para o Rio Grande do Norte

Nos próximos meses, o Rio Grande do Norte pode esperar uma agenda regular de pesquisas, análises e produtos editoriais baseados em dados, abrangendo cenários políticos, indicadores de qualidade de vida e temas que afetam a rotina potiguar, tudo com método e linguagem que respeitam a inteligência do público.

Aos 36 anos, com tese de doutorado em mineração de dados aplicada à educação, livro publicado, experiência na gestão estratégica do Judiciário potiguar, atuação como consultora do PNUD junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e o olhar de empreendedora, Karine Symonir resume seu propósito em uma palavra: transformação.

“Os dados são a voz da realidade. Meu papel, e agora também o do MetadataCast junto ao Grupo Dial, é garantir que essa voz seja ouvida com clareza, responsabilidade e respeito por quem está do outro lado.”

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