JUSTIÇA PRÓXIMA
Justiça do RN agenda júri popular por morte de Maria Fernanda
Acusado Alex Moreira da Silva, de 35 anos, enfrentará o tribunal em 21 de maio de 2026. O caso chocou o estado.
A Justiça do Rio Grande do Norte agendou para 21 de maio de 2026 o aguardado júri popular de Alex Moreira da Silva, pedreiro de 35 anos, acusado de tirar a vida da adolescente Maria Fernanda da Silva Ramos, de apenas 12. A decisão, proferida pela 1ª Vara da Comarca de São Gonçalo do Amarante, representa um passo crucial na busca por justiça para a família e para uma sociedade ainda abalada pela brutalidade do crime, que mobilizou o estado em uma intensa busca pela jovem.
O caso Maria Fernanda ganhou grande repercussão em todo o Rio Grande do Norte após o desaparecimento da menina, registrado em 31 de outubro de 2024. Maria Fernanda saiu de sua casa, no bairro Golandim, para ir à escola e não retornou, gerando uma comoção generalizada e mobilizando familiares, amigos e as forças de segurança nas incansáveis buscas.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, Alex Moreira da Silva era ex-vizinho da família da vítima. Ele se tornou o principal suspeito logo nos primeiros dias da apuração, em face de elementos coletados no inquérito.
O acusado foi preso em 4 de novembro de 2024, no município de São José de Mipibu. Durante seu depoimento à Polícia, ele confessou o crime e indicou o local onde havia deixado o corpo da adolescente, além de detalhar o veículo utilizado na ação criminosa.
A investigação aponta que o suspeito mantinha conversas com Maria Fernanda e teria marcado um encontro com a adolescente pouco antes do crime. O delegado Márcio Lemos informou, à época, que o acusado confessou ter espancado a vítima. A motivação alegada por ele seria uma suposta ameaça da adolescente em denunciá-lo para integrantes de uma facção criminosa da região.
As autoridades policiais confirmaram que Maria Fernanda também foi vítima de violência sexual e que sua morte ocorreu em decorrência das agressões sofridas.
A expectativa é que o júri popular reúna familiares e amigos da vítima, além de pessoas que acompanharam o caso com apreensão e tristeza desde o desaparecimento da adolescente. O julgamento representa a continuidade da luta por uma resposta à violência que ceifou a vida de Maria Fernanda e chocou profundamente o Rio Grande do Norte.
Classificação Indicativa: Livre
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