DECISÃO DE PRONÚNCIA
Justiça do Rio Grande do Norte leva a júri popular acusados de duplo homicídio
Magistrado mantém prisão preventiva de Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo por execução ocorrida em Parnamirim.
O Tribunal do Júri julgará Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo pela morte de Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza, conforme decisão proferida em 11 de julho de 2026. A determinação judicial visa levar os réus ao julgamento popular para responderem pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, assegurando que o sistema judiciário responda à gravidade do ato que interrompeu a vida do casal.
A sentença de pronúncia, assinada pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim, fundamenta-se na existência de indícios suficientes de autoria e materialidade. O magistrado esclareceu que a medida não configura uma condenação antecipada, sendo uma etapa processual necessária para que a sociedade, representada pelos jurados, decida sobre a responsabilidade dos envolvidos. Cabe recurso contra a decisão.
A segurança da instrução processual foi mantida com a manutenção da prisão preventiva de ambos. O juiz reiterou que o temor manifestado por testemunhas e a periculosidade do crime justificam a cautelar. Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), a motivação do crime seria passional. As apurações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram que o ataque ocorreu em 12 de maio de 2025, na Avenida Olavo Montenegro, quando as vítimas foram surpreendidas dentro de um veículo em movimento.
A dinâmica do crime, conforme a Polícia Civil, envolveu uma emboscada em que Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo teria efetuado os disparos, enquanto Luana Ludmylla Freire dos Santos, ex-companheira de Jordan, conduzia o veículo utilizado na fuga. A perda irreparável das vítimas, uma das quais identificou o agressor antes de falecer no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, sublinha o impacto profundo da violência na comunidade da Grande Natal, aguardando agora o agendamento da data do julgamento.
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