ESQUEMA NA SAÚDE

Médica Olívia Jafar tem prisão substituída por medidas cautelares na Operação Gutenberg

Olívia Paroschi Jafar, médica investigada na Operação Gutenberg.
Olívia Paroschi Jafar é um dos alvos da Operação Gutenberg.

Investigada por suposta participação em organização criminosa, médica agora utiliza tornozeleira eletrônica. Operação apura desvios no SUS em MS para favorecer Editora Avante.

A médica Olívia Jafar obteve a substituição de sua prisão preventiva por medidas cautelares, após ser apontada em investigação sobre um esquema de desvios que soma R$ 27 milhões no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul. A decisão judicial, que impôs o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições à investigada, foi confirmada pela sua defesa.

As autoridades apuram a atuação de uma organização criminosa que utilizaria a regulação de vagas, exames e cirurgias como moeda de troca. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo pressionava prefeitos para que comprassem livros da Editora Avante, em um modelo de atuação que remete à Operação Lama Asfáltica.

Olívia Jafar, que atuava como sócia-administradora da Jafar Estética e Saúde e mantinha contrato de prestação de serviços com a Santa Casa de Campo Grande assinado em 16 de junho de 2025, foi alvo da Operação Gutenberg. Enquanto a médica responde em liberdade com restrições, sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, e seus irmãos, Felipe Paroschi Jafar e Giovanni Paroschi Jafar, permanecem presos.

A defesa, representada pela advogada Estella Bauermeister, sustenta que Olívia não integra o núcleo de comando da organização e que suas atividades profissionais, incluindo o contrato com a Santa Casa, não possuem relação com as ilegalidades investigadas. O processo segue em curso, com a necessidade de individualização das condutas de cada um dos envolvidos.

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