JUSTIÇA E DIGNIDADE

Justiça do Maranhão prende empresária por torturar grávida

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos sendo presa

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi detida em Teresina, Piauí, nesta quinta-feira (07/05/2026), acusada de crimes graves contra a trabalhadora doméstica. PM também é preso em São Luís.

A Justiça do Maranhão determinou na madrugada desta quinta-feira, 07/05/2026, a prisão preventiva de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária acusada de torturar e agredir uma empregada doméstica grávida. A decisão, cumprida pela Polícia Civil em Teresina, Piauí, representa um passo fundamental na busca por justiça e na proteção da dignidade de trabalhadoras vulneráveis, que muitas vezes enfrentam situações de violência e exploração em silêncio.

A empresária, de 36 anos, é investigada pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal em Paço Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão. Ela foi localizada em um posto de combustíveis em Teresina com o marido e o filho, durante o que a Polícia Civil do Maranhão descreveu como uma tentativa de fuga.

A advogada de Carolina Sthela, Nathaly Moraes, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que sua cliente "vai cumprir integralmente as ordens judiciais". A defesa técnica será apresentada, e a empresária não tem interesse em se omitir, buscando pagar o que deve, dentro do processo legal, e fazer as reparações nas esferas cível e criminal.

Segundo a advogada, a viagem para Teresina não visava a fuga, mas a busca por um apoio familiar de confiança para o filho do casal, já que Carolina não possui parentes em São Luís.

Michael Bruno Lopes Santos, policial militar suspeito de envolvimento nas agressões contra a empregada doméstica, também foi detido nesta quinta-feira, em São Luís. A Corregedoria da PM instaurou um procedimento para apurar sua conduta e responsabilidade no caso.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que as investigações continuam para a completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis.

A investigação revela que a empresária agrediu a trabalhadora doméstica, de 19 anos e grávida de cinco meses, após acusá-la de furtar um anel em sua residência. A vítima relatou à polícia ter recebido puxões de cabelo, socos e sido jogada ao chão. As agressões, segundo seu depoimento, prosseguiram mesmo após o anel ser encontrado em um cesto de roupas sujas.

A jovem também declarou à polícia que um homem, supostamente o PM Michael Bruno Lopes Santos, auxiliou a empresária nas agressões. Áudios no inquérito mostram a empresária narrando a violência e expressando desejo de que a jovem não tivesse sobrevivido. Além disso, ela teria ameaçado a empregada de morte caso denunciasse os atos.

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