CRIME BRUTAL
Justiça decreta prisão de agressor de vereador em Guaraqueçaba
O vereador João Luiz Pinheiro Francisco, de 45 anos, teve mais de 70% do corpo queimado em um ataque premeditado na Ilha das Peças. O agressor, detido logo após o crime por disputa de embarcação, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, enquanto o parlamentar segue internado em estado grave.
Um homem de 49 anos foi preso e teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça, após atear fogo no vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), de 45 anos, neste domingo, 26 de abril de 2026, em Guaraqueçaba (PR). O ataque brutal, motivado por um conflito sobre o uso de uma embarcação, deixou o parlamentar com mais de 70% do corpo queimado, lutando pela vida em estado grave, e chocou a comunidade, levantando preocupações sobre a segurança de figuras públicas.
Câmeras de segurança de um comércio local registraram a terrível sequência dos fatos. As imagens mostram o agressor aproximando-se da vítima com uma garrafa de combustível, despejando o líquido sobre o corpo do parlamentar e, de forma chocante, ateando fogo nele.
O ato de violência extrema ocorreu na Ilha das Peças, em Guaraqueçaba (PR). As investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR) indicam que o crime foi cuidadosamente planejado.
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) prendeu o agressor em flagrante logo após o ataque. Encaminhado à delegacia, sua prisão preventiva foi posteriormente decretada pela Justiça.
Durante o interrogatório, o investigado apresentou uma versão, alegando ter cometido o crime por um suposto ato praticado pelo vereador contra sua filha. Contudo, essa narrativa foi prontamente refutada e descartada pela Polícia Civil.
A verdadeira motivação, conforme apurado pela PCPR, reside em um conflito sobre o uso de uma embarcação. O delegado responsável pela investigação explicou que “o barco era deixado de forma irregular na faixa de areia, gerando reclamações de moradores e atuação da vítima, na condição de vereador, para intermediar a situação”.
Testemunhas revelaram que o agressor já demonstrava insatisfação com o vereador. No dia do crime, ele foi avistado circulando repetidamente pelas proximidades, indicando uma observação prévia antes de perpetrar o ataque.
O agressor foi formalmente indiciado por homicídio qualificado na forma tentada, com a aplicação de agravantes como motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo agora segue para o Ministério Público, que dará continuidade à acusação, e o caso aguarda julgamento, permitindo recurso após a primeira instância.
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