JUSTIÇA JULGA CRIME

Justiça condena Nego Di e esposa por estelionato, lavagem de dinheiro e promoção de loteria ilegal

Nego Di e Gabriela Vicente de Sousa
Nego Di e Gabriela Vicente de Sousa — Foto: Arquivo pessoal; Redes sociais/Divulgação

Influenciador Dilson Alves da Silva Neto e Gabriela Vicente de Sousa receberam penas de 14 anos e 8 meses, e 8 anos e 4 meses, respectivamente. Esquema envolvia rifas irregulares, ocultação de valores e uso de documentos falsos.

Nesta quarta-feira, 24/06/2026, a Justiça decidiu pela condenação do influenciador Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e de sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa. A decisão, motivada por um esquema de crimes financeiros, detalha que o casal atuou em atividades de estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal. Esta condenação é de grande importância pois expõe e pune práticas fraudulentas que lesam a confiança e o patrimônio de cidadãos.

Segundo a sentença proferida, Nego Di foi sentenciado a 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, somados a 1 ano e 15 dias por promover uma loteria ilegal. Sua esposa, Gabriela, recebeu pena de 8 anos e 4 meses de prisão, também em regime fechado, especificamente por lavagem de dinheiro. As sentenças incluem ainda o pagamento de dias-multa, calculados com base no salário mínimo vigente à época dos fatos, impactando diretamente a situação financeira dos condenados.

Entenda os crimes e os impactos individuais

O influenciador foi condenado a 1 ano e 15 dias de prisão simples pela promoção de loteria ilegal. A Justiça apontou que foram realizados ao menos 34 sorteios entre novembro de 2022 e maio de 2024, divulgados nas redes sociais com venda de bilhetes. O esquema movimentou mais de R$ 2,5 milhões, e a decisão refuta a alegação de desconhecimento da ilegalidade, considerando o volume financeiro e a necessidade de informação sobre a legalidade das ações.

Nego Di teria fraudado rifa e simulado contato com ganhadora de Porsche
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No crime de estelionato, Nego Di foi sentenciado a 2 anos e 1 mês de reclusão. A Justiça comprovou que o influenciador simulava sorteios de prêmios de alto valor, como um Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil, para atrair compradores de rifas sem intenção real de entregar o prêmio. A conduta lesou ao menos 9.683 pessoas, gerando um prejuízo total de R$ 185,3 mil, evidenciando o impacto direto na vida financeira de milhares de cidadãos.

A lavagem de dinheiro resultou na condenação de Nego Di a 9 anos, 4 meses e 8 dias de reclusão, e de Gabriela a 8 anos e 4 meses. O casal utilizou contas bancárias em nome de Gabriela, de uma empresa do casal e de terceiros para ocultar a origem ilícita de mais de R$ 2,4 milhões, dificultando o rastreamento e adquirindo bens com aparência de legalidade. A participação de Gabriela foi considerada essencial para viabilizar a operação financeira.

Nego Di deixa presídio em Canoas
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O crime de uso de documento falso rendeu a Nego Di 3 anos e 4 meses de reclusão. Ele alterou um comprovante de transferência via PIX de R$ 100 para R$ 1 milhão, publicando-o como se fosse uma doação às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A Justiça considerou a conduta intencional, visando induzir a coletividade em erro e simular uma ação de solidariedade inexistente. A participação de Gabriela foi crucial ao ceder contas e estruturas financeiras para movimentar os recursos ilícitos.

O esquema da loja virtual “Tadizuera”, em parceria com Anderson Boneti, também gerou condenações. Entre março e julho de 2022, mais de 370 pessoas foram lesadas, com prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Nego Di e Anderson Boneti foram condenados em primeira instância a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato neste caso, com prisão efetivada após o trânsito em julgado. Novas ações penais por estelionato também foram abertas contra eles.

A decisão judicial representa um marco no combate à fraude e à lavagem de dinheiro, reforçando a importância da transparência e da ética nas transações financeiras e nas comunicações em plataformas digitais. As condenações buscam restabelecer a confiança e punir ações que atentam contra a dignidade e o patrimônio dos cidadãos.

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