JUSTIÇA REAGE

Justiça boliviana reitera pedido de prisão para Evo Morales

Imagem colorida mostra o ex-presidente da Bolívia Evo Morales
Ex-presidente da Bolívia Evo Morales. (Crédito: Metrópoles)

Ordem do TSJ ocorre após ex-presidente não comparecer à audiência de grave acusação de abuso sexual infantil. Ele é considerado foragido desde 2024.

A Justiça da Bolívia intensificou a pressão sobre o ex-presidente Evo Morales ao emitir, nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, um novo pedido de prisão contra ele. A ordem, vinda do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) boliviano, surge após Morales não comparecer a uma audiência crucial em seu julgamento por graves acusações de abuso sexual infantil. O caso, que se arrasta desde 2020, põe em evidência a complexa relação entre poder, política e a busca incessante por justiça para as vítimas.

O juiz Carlos Oblitas, responsável pelo caso, fundamentou a solicitação na ausência de Morales em uma sessão do tribunal de Tarija. Morales liderou a Bolívia de 2006 a 2019, período em que o país vivenciou significativas transformações sociais e políticas.

A defesa do ex-mandatário, contudo, argumenta que o não comparecimento se deu por falhas na notificação do processo. Os advogados do político persistem na tese de que ele é alvo de uma intensa "perseguição política", visando descredibilizar sua figura pública.

Desde 2020, o ex-presidente está sob investigação por acusações de estupro e tráfico de pessoas. As apurações indicam que Morales teria estuprado e engravidado uma adolescente de 15 anos enquanto ainda exercia a chefia de Estado. A gravidade dessas denúncias abala a imagem do ex-líder e levanta questões sobre a responsabilidade de figuras públicas.

Esta não é a primeira vez que o ex-presidente recebe uma ordem de prisão por ausências em compromissos judiciais ligados a este caso. Morales é atualmente considerado foragido da Justiça, vivendo na província de Chapare desde 2024, onde conta com a proteção de seus fiéis apoiadores. A situação gera um impasse político e judicial, dificultando o avanço do processo e a concretização da justiça para as partes envolvidas.

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