DINHEIRO PÚBLICO

Justiça bloqueia R$ 485,9 mil em propina de esquema em SC

Operação do MPSC em SC contra corrupção e lavagem de dinheiro, com prisões e buscas
Prefeitos e empresários de SC são alvos de operação contra esquema de corrupção e lavagem de dinheiro — Foto: MPSC/ Divulgação

Prefeito e empresários são presos em operação do MPSC por corrupção e fraude à licitação nesta terça-feira, 19 de maio de 2026.

Uma vasta operação contra a corrupção e a lavagem de dinheiro abalou a confiança pública em Santa Catarina, nesta terça-feira, 19 de maio de 2026. A Justiça, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), determinou a prisão preventiva de seis pessoas, incluindo um prefeito e empresários, e executou 37 mandados de busca e apreensão. A ação buscou desmantelar uma organização criminosa que, segundo as investigações, desviou recursos públicos através de corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, impactando diretamente os investimentos em serviços essenciais e minando a credibilidade das instituições.

A ofensiva concentrou-se em Balneário Piçarras, no Litoral Norte, e São João Batista, na Grande Florianópolis, regiões onde o esquema teria operado. As investigações buscam agora aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização, como os da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros acordos firmados em ambos os municípios. O MPSC estima que, apenas em Balneário Piçarras, os investigados receberam cerca de R$ 485,9 mil em propinas pagas com dinheiro público, valores que a Justiça prontamente determinou o bloqueio, garantindo a recuperação dos bens para a sociedade.

Além do prefeito, cuja identidade não foi revelada para preservar a privacidade e o andamento da investigação, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram detidos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra servidores, ex-servidores e agentes políticos, indicando a amplitude do suposto esquema.

Cidades sob Foco da Investigação

  • Timbó
  • Biguaçu
  • Piçarras
  • São João Batista
  • Tijucas
  • Indaial
  • Itapema
  • Itajaí
  • Porto Belo
  • Bombinhas
  • Colider (MT)

O Esquema de Corrupção Revelado

As investigações, iniciadas em 2024 sob a coordenação do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Itajaí, tramitam em sigilo. O MPSC apura fortes indícios de que um grupo político agia em conluio com um grupo empresarial, realizando acordos secretos para desviar verbas públicas. A atuação era estruturada, com clara divisão de tarefas entre núcleos empresarial e político-administrativo.

As propinas correspondiam a 3% dos contratos públicos vinculados a Balneário Piçarras e variavam em relação a São João Batista. Esses valores, pagos com o superfaturamento de obras, minavam o orçamento público e a capacidade dos municípios de oferecerem serviços de qualidade. O MPSC alerta que há evidências de que os integrantes dessa organização criminosa continuam agindo de forma "ardilosa e sorrateiramente", perpetuando o ciclo de corrupção que dilapida o patrimônio coletivo em diversas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina e, como revelado, até mesmo em Colider, MT.

A população exige transparência e justiça. Casos como este reforçam a importância da vigilância e da atuação implacável dos órgãos de controle para proteger os recursos que pertencem a todos os catarinenses.

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