AMIZADE FATAL

Júri condena Wilame Pereira Saraiva a 22 anos por matar amigo após briga por dinheiro

Homem é condenado por matar amigo depois de ter pedido de empréstimo recusado
Homem é condenado por matar amigo depois de ter pedido de empréstimo recusado

Decisão do Tribunal do Júri de Palmas considera motivo fútil e surpreende a vítima; réu ainda pode recorrer.

O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas condenou Wilame Pereira Saraiva, de 42 anos, a 22 anos de prisão por assassinar o amigo Erivelton Rodrigues Lima, de 31. A decisão, proferida nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, após julgamento na capital, evidencia a gravidade de um crime que abalou a confiança e ceifou uma vida por motivo fútil: uma briga por dinheiro e um empréstimo recusado. O caso, marcado pela traição de uma amizade, reflete o impacto devastador da violência e a importância da justiça para a sociedade.

Conforme informações do Tribunal de Justiça do Tocantins, Wilame Pereira Saraiva permanece preso preventivamente desde a sua captura. A defesa do réu, realizada pela Defensofira Pública, não se manifestou até a última atualização desta reportagem, mas Wilame ainda pode recorrer da decisão imposta.

O brutal crime ocorreu em junho de 2023, no setor Jardim Aureny III, em Palmas. Erivelton Rodrigues Lima foi encontrado sem vida dias depois, quando seu pai, preocupado com a falta de contato, decidiu ir até a kitnet onde o filho morava. Wilame, após cometer o homicídio, fugiu da capital tocantinense e foi localizado e preso em São João dos Patos, no Maranhão, no dia 11 de junho do mesmo ano.

Durante o julgamento, realizado no Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal, Wilame Pereira Saraiva confessou ter desferido o golpe de faca que tirou a vida de Erivelton. Ele alegou que a discussão teria começado por sua recusa em emprestar dinheiro, e que a vítima teria avançado contra ele com uma faca, levando-o a agir em legítima defesa ao desarmar e golpear o amigo.

Contudo, a versão do réu foi rejeitada pelos jurados. Eles consideraram que o assassinato foi motivado por futilidade, em decorrência da discussão financeira, e que a vítima foi surpreendida, o que impediu qualquer tentativa de defesa. Na sentença, o juiz Cledson José Dias Nunes sublinhou a extrema seriedade do crime, enfatizando que ele foi cometido contra um amigo próximo, que deveria ser objeto de lealdade e respeito.

O magistrado também levou em conta agravantes significativos na condenação de Wilame. O réu já possuía condenações anteriores e, no momento do assassinato, estava sob monitoramento eletrônico. A tornozeleira foi rompida na madrugada em que o crime ocorreu, evidenciando o desprezo pelas medidas judiciais e a reincidência em condutas criminosas.

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