VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE

Jovem denuncia que funcionário de loja copiou foto íntima do celular em Chapecó, SC

Eduarda Kruger, jovem que denunciou cópia de foto íntima por funcionário de loja.
Jovem denuncia que funcionário de loja copiou foto íntima durante atendimento em Chapecó (SC) — Foto: Redes sociais/Reprodução

Atendente de parceira da TIM salvou imagem do aparelho da cliente sem permissão e foi desligado. Suspeito teria outras fotos de mulheres.

Uma jovem de 25 anos, identificada como Eduarda Kruger, denunciou ter tido uma foto íntima copiada de seu celular sem autorização por um funcionário durante um atendimento em uma loja da TIM em Chapecó, Santa Catarina. O incidente ocorreu na quarta-feira, 11 de junho de 2025, quando Eduarda procurou a unidade para alterar seu plano de telefonia. O caso levanta sérias preocupações sobre a segurança de dados pessoais e a confiança depositada em estabelecimentos comerciais, afetando diretamente a dignidade e a privacidade da vítima.

Durante o procedimento, o atendente solicitou a senha do aparelho para acessar o aplicativo da operadora. Eduarda forneceu o acesso, acreditando tratar-se de um protocolo de trabalho padrão. No entanto, ao sair da loja e verificar o celular no carro, ela percebeu uma notificação de transferência via AirDrop ainda ativa na tela, confirmando que uma imagem havia sido enviada para outro dispositivo. A jovem relatou que o funcionário aproveitou um momento de distração para acessar uma pasta de itens ocultos e copiar uma foto íntima dela para o seu próprio celular.

Em depoimento, Eduarda descreveu o choque ao descobrir a ação e o desespero que a levou a contatar familiares e um amigo policial, que a orientou a registrar a ocorrência. A vítima relatou que, na presença de policiais, teve acesso ao celular do suspeito e encontrou fotos de diversas outras mulheres, indicando que a prática poderia ser recorrente. Ela removeu seus arquivos do aparelho do funcionário antes de seguir para a delegacia, onde formalizou o Boletim de Ocorrência.

Em nota, a TIM informou que o indivíduo envolvido não era funcionário direto da operadora, mas sim de um parceiro comercial. A empresa declarou que a pessoa foi desligada imediatamente após a identificação dos fatos, que fogem aos seus padrões de ética e conduta. A TIM pediu desculpas pelo ocorrido e se solidarizou com a cliente, reforçando sua política de tolerância zero a tais atitudes.

A vítima expressou sua angústia e o sentimento de vulnerabilidade, utilizando o episódio como um alerta para outras pessoas sobre os riscos de compartilhar o acesso a seus dispositivos. A situação é considerada definitiva no âmbito administrativo pela parceira da TIM, mas o caso segue sob investigação policial.

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