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Como funciona a autenticação em duas etapas nas instituições financeiras

Smartphone exibindo tela de autenticação de dois fatores para acesso bancário.
Autenticação em duas etapas é a principal barreira contra invasões de contas bancárias.

A camada extra de proteção impede o acesso indevido a contas bancárias e reduz drasticamente o risco de fraudes financeiras e roubos de dados.

A autenticação em duas etapas é uma camada extra de segurança usada pelas instituições financeiras, frequentemente exigida no primeiro login do internet banking e de aplicativos. Este reforço na proteção de contas é um dos métodos mais eficazes em ambientes digitais para mitigar a ocorrência de phishing, roubo de credenciais e outros ataques virtuais que ameaçam o patrimônio dos cidadãos.

O que é e como funciona a autenticação de dois fatores?

A autenticação em duas etapas (2FA) garante um acesso seguro às instituições financeiras. Segundo Laerte Peotta de Melo, do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB (Universidade de Brasília), esse sistema baseia-se em três pilares: algo que você sabe (senha, PIN ou frase secreta), algo que você possui (celular, token ou cartão) e algo que você é (biometria facial ou digital).

"Isso também pode ser estendido para a autenticação multifator (MFA), que exige mais de duas etapas de confirmação", explica Melo. Na prática, a tecnologia valida sua identidade em transações críticas, como Pix, pagamento de boletos e investimentos.

Por que a proteção é vital?

Senhas únicas não são suficientes contra ameaças modernas. A verificação em duas etapas preserva dados sensíveis, incluindo informações de cartões e listas de contatos. Entre as vulnerabilidades combatidas estão o phishing, smishing, golpes de Whatsapp, ataques por "mão fantasma" e o uso de falsas centrais de atendimento.

Como ativar a verificação

A configuração é simples: após inserir seu nome de usuário e senha, conclua a segunda etapa de verificação, que pode utilizar biometria, códigos SMS ou tokens. Instituições como o Inter possuem mecanismos próprios, como o i-Safe, para autenticar o acesso.

Laerte Peotta de Melo reforça que bancos sérios nunca solicitam senhas por telefone. "Se você nunca faz Pix em um valor acima de R$ 1.000 por dia e isso acontece, o próprio sistema da instituição já fica alerta", conclui o especialista, recomendando que clientes personalizem limites financeiros e utilizem cartões virtuais para pagamentos online.

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