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Jovem com esquizofrenia desaparece após fugir de hospital psiquiátrico em Rio Claro (SP)

Paciente com esquizofrenia desapareceu após fugir de hospital pulando muro em Rio Claro (SP)
Paciente com esquizofrenia desapareceu após fugir de hospital pulando muro em Rio Claro (SP) — Foto: Arquivo Pessoal e EPTV/Reprodução

Murillo Henrique de Oliveira Barboza, de 27 anos, fugiu de unidade de saúde em 19 de maio; família acionou a Justiça para internação compulsória.

{"blocks":[{"key":"1a2b3c","text":"Um jovem de 27 anos, diagnosticado com transtorno psicótico agudo e transitório, esquizofrenia paranoide e transtorno delirante, está desaparecido há mais de 10 dias após fugir de um hospital psiquiátrico em Rio Claro (SP). Murillo Henrique de Oliveira Barboza fugiu da unidade de saúde no dia 19 de maio de 2026, pulando o muro. A família, residente em Pirassununga (SP), havia ingressado na Justiça solicitando a internação compulsória do rapaz, que antes estava em situação de rua, com histórico de uso abusivo de álcool e drogas, apresentando risco à própria integridade e a terceiros.","type":"paragraph"},{"key":"4d5e6f","text":"Em 5 de maio de 2026, a Justiça determinou que a prefeitura de Pirassununga providenciasse a internação de Murillo em um estabelecimento hospitalar psiquiátrico adequado em um prazo de três dias corridos, sob pena de multa diária de R$ 500. No dia seguinte, ele foi internado na Casa de Saúde Bezerra de Menezes, em Rio Claro (SP), onde permaneceu até a fuga. O caso foi registrado na Polícia Civil como evasão ou fuga de paciente de estabelecimento hospitalar.","type":"paragraph"},{"key":"7g8h9i","text":"Em nota, a Casa de Saúde Bezerra de Menezes afirmou que os serviços de internação psiquiátrica possuem natureza assistencial e terapêutica, focados na promoção da saúde mental, estabilização clínica e proteção da integridade do paciente, e não se caracterizam como estabelecimento prisional. A instituição confirmou a fuga do paciente por volta das 11h30 de 19 de maio, após ele pular o muro, e informou que medidas cabíveis foram adotadas imediatamente, incluindo buscas nas imediações, comunicação aos familiares e formalização de Boletim de Ocorrência (BO).","type":"paragraph"},{"key":"j0k1l2","text":"A família expressa desespero e revolta. Mirian, irmã de Murillo, declarou: 'Uma situação muito triste. A gente se esforçou e fez de tudo para que conseguisse a internação, para que ele fosse internado para chegar lá e ele simplesmente fugir e o hospital não fazer nada para que ele continuasse lá. Então para que serve o hospital? A gente deixa lá uma pessoa que amamos para se tratar, ser cuidada e não imaginamos o que pode acontecer. Agora estamos todos sem resposta, sem saber onde procurar, o que fazer'.","type":"paragraph"},{"key":"m3n4o5","text":"A Prefeitura de Pirassununga informou que acompanha o caso e oficiará formalmente a unidade hospitalar para obter informações detalhadas sobre as circunstâncias da evasão e as providências para a localização do paciente. A administração municipal ressaltou que, como tomadora do serviço, a responsabilidade pelo acompanhamento e adoção de protocolos de segurança recai sobre o hospital. O g1 contatou a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) e aguarda retorno.","type":"paragraph"},{"key":"p6q7r8","text":"A psiquiatra entrevistada pelo g1 explicou que a reforma psiquiátrica (Lei de 2001) mudou o foco de custódia para cuidado e tratamento. Existem três tipos de internação: voluntária (paciente aceita o tratamento e pode sair quando quiser), involuntária (solicitada pela família com indicação médica, com comunicação ao Ministério Público em até 72 horas, para casos de risco iminente de morte, heteroagressividade, incapacidade grave de autocuidado ou surto psicótico com perda de crítica) e compulsória (determinada por decisão judicial, geralmente via Defensoria Pública, para surto psicótico ou risco de morte).","type":"paragraph"},{"key":"s9t0u1","text":"O posicionamento completo da Casa de Saúde Bezerra de Menezes esclarece que os serviços de internação psiquiátrica são assistenciais e terapêuticos, visando a promoção da saúde mental, estabilização clínica e proteção da integridade do paciente, sem se caracterizar como estabelecimento prisional. A legislação brasileira, conforme a Lei nº 10.216/2001, garante direitos fundamentais, dignidade humana e liberdade, com limitações estritamente necessárias para fins terapêuticos e de segurança. Instituições de saúde mental não possuem autorização legal para adotar mecanismos de encarceramento ou confinamento forçado. A evasão do paciente Murillo Henrique de Oliveira Barboza, registrada em 19 de maio de 2026, ocorreu mediante transposição do muro da unidade. Assim que identificada, a equipe assistencial adotou medidas cabíveis, como buscas nas imediações, comunicação aos familiares e formalização de BO. Registros indicam que o paciente se encontrava clinicamente estável, orientado, colaborativo e sem intercorrências previsíveis de evasão. A instituição reafirma que todas as medidas assistenciais, administrativas e legais foram prontamente adotadas, observando princípios éticos, legais e de direitos humanos.","type":"paragraph"},{"key":"v2w3x4","text":"O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.","type":"paragraph"}],"type":"core/document"}

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