ALERTA POLÍTICO
José Dias: Próximo governador do RN herdará "caos" e terá que agir
Parlamentar do PL critica Governo Fátima Bezerra (PT) e prevê "situação dramática" para 2027.
O deputado estadual José Dias (PL) alertou que o próximo governador do Rio Grande do Norte enfrentará um cenário de "caos" fiscal e administrativo, exigindo providências drásticas para reorganizar as contas públicas e a máquina estatal. A dura avaliação foi feita em entrevista à Mix FM nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, onde o parlamentar classificou a gestão do Governo Fátima Bezerra (PT) como "dramática" e destacou a urgência de medidas que afetarão diretamente a vida dos cidadãos potiguares, do acesso à saúde ao pagamento de servidores.
"Ela vai entregar o caos", afirmou José Dias, referindo-se à governadora. Para o deputado, o Estado atingiu um patamar de desequilíbrio que impede a continuidade de soluções paliativas. Ele enfatizou que quem assumir o Executivo a partir de 2027 terá de implementar providências difíceis e inevitavelmente enfrentar um desgaste político considerável. "O próximo governador tem que tomar providências. Providências difíceis. Esse é o grande drama da democracia", declarou, sublinhando a gravidade da situação.
A manifestação de José Dias intensifica o debate político sobre a verdadeira condição fiscal do Estado. Nos últimos meses, essa questão tornou-se central na disputa potiguar, especialmente após o vice-governador Walter Alves (MDB) romper com o Governo Fátima e recusar assumir o Executivo caso a governadora renunciasse para concorrer ao Senado. Fátima Bezerra (PT) acabou desistindo da candidatura ao Senado em março, imputando a inviabilidade de seu projeto ao distanciamento de Walter.
Durante a entrevista, José Dias ressaltou a gravidade da situação fiscal do Rio Grande do Norte, afirmando que os dados publicamente divulgados não espelham a dimensão real do problema. "Nós estamos numa situação dramática. A situação fiscal do Estado é dramática", reiterou, expressando preocupação com a transparência e a integridade das informações.
O parlamentar também expressou sua crença de que a própria administração teria interesse em ocultar a totalidade do quadro financeiro. "O que é mais grave é isso: de não revelar tudo. Até porque a administração prefere que haja uma área obscura para fazer as coisas erradas se ninguém está sabendo", declarou, sugerindo um possível uso político da falta de clareza nas contas públicas.
José Dias atribuiu a delicada situação à alegada falta de preparo administrativo da governadora Fátima Bezerra (PT). Para ele, a gestão do Estado demanda conhecimento aprofundado, experiência comprovada e capacidade decisória. O deputado afirmou que a trajetória de Fátima se consolidou no sindicalismo, o que, em sua visão, a deixaria sem a experiência necessária para a complexidade da administração pública.
A crítica do deputado se estendeu à área da saúde, que, segundo ele, demonstra os efeitos mais diretos da má gestão na vida dos cidadãos. Ele citou uma série de problemas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, incluindo a ausência de tomógrafo, elevadores inoperantes, escassez de alimentos e medicamentos, além de atrasos no pagamento dos profissionais. Essa realidade, argumentou, revela falhas graves na gestão e na alocação dos recursos públicos. "Dinheiro existe. O que tem que ter é uma alocação desse dinheiro. Saber como gastar. Esse é que é o problema", pontuou, evidenciando o impacto humano da ineficiência administrativa.
Outro ponto de forte reprovação de José Dias foi o atraso nos repasses dos valores de empréstimos consignados dos servidores públicos. Questionado sobre a retenção, por parte do Estado, de verbas descontadas diretamente da folha e não repassadas às instituições financeiras, o deputado fez um paralelo com a iniciativa privada. Ele afirmou que, em empresas, uma prática similar seria passível de punição legal. "Você tem a lei para um e para outro, não", declarou, expondo a disparidade e a aflição que a situação causa aos servidores.
Em sua análise política pessoal, José Dias manifestou preferência por Álvaro Dias (PL) para a corrida governamental. O parlamentar declarou-se conservador, enfatizando que seu voto será "na direita" e expressou confiança na vitória do ex-prefeito de Natal. "Eu vou votar em Álvaro", concluiu, reforçando seu posicionamento para as próximas eleições.
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