DECISÃO ESTRATÉGICA

Jaques Wagner deixa liderança do PT para blindar governo de críticas, avalia Think Policy

Foto do Senador Jaques Wagner em um evento político.
Senador Jaques Wagner é figura histórica do PT e aliado próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Analista da Think Policy compara cenário com o de Flávio Bolsonaro e alerta sobre histórico de aliados de Lula em crises.

[ { "type": "paragraph", "props": { "content": "A possibilidade de Jaques Wagner deixar a liderança do PT (Partido dos Trabalhadores) voltou a ser tema de debate. Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, analisou as implicações políticas das conexões do senador com o caso Master e ponderou o que pesaria mais para o governo: a permanência ou a saída do parlamentar." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Barreto considera que a decisão de se afastar do PT seria uma estratégia para minimizar o impacto das críticas dirigidas ao senador Jaques Wagner. Segundo o analista, essa medida reduziria a pressão da oposição em um momento considerado crucial para o cenário eleitoral." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "O especialista traçou um paralelo entre a situação de Wagner e a de Flávio Bolsonaro (PL). Embora a exposição envolvendo Flávio Bolsonaro tenha sido maior, por estar diretamente ligada a um pré-candidato em diálogo com Daniel Vorcaro, Barreto sugere que o caso de Wagner pode ter uma gravidade ainda mais acentuada." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": ""Talvez a questão do Jaques Wagner seja mais grave, em função de uma boa parte desse processo todo ter nascido na Bahia", apontou Barreto. Ele destacou que Wagner é visto como o representante de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional e um dos poucos nomes históricos remanescentes no partido, o que confere à sua situação uma importância particular." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "O analista ressaltou a postura de Wagner em uma entrevista recente, onde o senador demonstrou tranquilidade ao evocar sua longa trajetória ao lado de Lula, afirmando: "Eu e Lula já passamos por coisas muito piores"." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": "Contudo, Barreto alertou para o histórico de aliados próximos a Lula que foram afastados em períodos de crise. "A história não é muito generosa com o entorno do presidente Lula, especialmente em crises", observou, citando José Genoino, João Paulo Cunha, José Dirceu e Antônio Palocci como exemplos de figuras que foram rapidamente descartadas diante de turbulências." } }, { "type": "paragraph", "props": { "content": ""Se eu fosse o Jaques Wagner, eu colocaria minha barba branca de molho, porque a história não costuma ser generosa com o entorno do presidente Lula, não", concluiu Barreto." } } ]

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