SAÚDE DE EX-PRESIDENTE
Jair Bolsonaro: relatório aponta piora em crises de soluço
Relatório enviado ao STF indica que Jair Bolsonaro precisou de doses extras de medicamentos para controlar os episódios, que aumentaram em intensidade e frequência. Novas investigações clínicas foram recomendadas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, apresentou uma piora considerável em seus episódios de soluços nos dias 9 e 10 de junho, conforme revelado em um relatório médico semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Esta sexta-feira, 12/06/2026, marca um ponto de atenção para a equipe médica que acompanha o ex-chefe de Estado.
Diante da intensidade e frequência das crises de soluço, a equipe médica se viu obrigada a administrar doses extras de medicamentos. Essa intervenção buscou alcançar o "limite terapêutico de segurança", demonstrando a gravidade da situação e o impacto direto na rotina e bem-estar de Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, uma medida autorizada pelo STF em reconhecimento ao seu estado de saúde. A condição inclui a recuperação de uma broncopneumonia e o acompanhamento de outras questões de saúde crônicas, que demandam atenção contínua.

A persistência do quadro de soluços, segundo o mais recente relatório médico, exige a realização de novos procedimentos. O objetivo é ajustar a conduta terapêutica e, possivelmente, encontrar a causa raiz para a recorrência desses episódios, que afetam a dignidade e o conforto do ex-presidente.
Novos exames para investigação
- Endoscopia digestiva alta;
- Manometria esofágica de alta resolução;
- pHmetria gástrica.
Essas avaliações clínicas detalhadas são cruciais para investigar a função do esfíncter esofágico inferior e identificar a presença de esofagite crônica, fatores que podem estar intrinsecamente ligados à persistência dos soluços e impactar a qualidade de vida de Bolsonaro.
Estado geral e queixas
Do ponto de vista cardiológico, o boletim médico enviado à Corte assegura que o ex-presidente permanece estável, com a pressão arterial sob controle. Contudo, a equipe que o acompanha relata que Bolsonaro ainda expressa queixas de cansaço e fadiga ao realizar esforços moderados, além de notar oscilações em seu equilíbrio corporal.
O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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