DEBATE NO SENADO

Rogério Marinho defende que STF retome papel constitucional e critica atuação política

Rogério Marinho falando ao microfone da CNN em Brasília.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) durante entrevista à CNN.

O senador Rogério Marinho aponta interferência política em decisões da Corte e reforça a necessidade de análise sobre crimes de responsabilidade.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) retome sua função estritamente constitucional, cessando o que classifica como articulação política por parte dos magistrados. A declaração foi feita em entrevista à CNN nesta segunda-feira (10), onde o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) argumentou que a atuação da Corte deve se limitar aos limites legais para garantir a estabilidade das instituições no Brasil.

Ao comentar a percepção de instabilidade institucional, o parlamentar criticou episódios que, segundo ele, desvirtuam a natureza do tribunal. "Noticiaram naturalmente Alexandre de Moraes, Lula, Alcolumbre e Cristiano Zanin fazendo uma interlocução política. Acho que não é o papel de um ministro do STF. Espero que o STF volte a ser uma Corte constitucional e não atue como delegacia de polícia", afirmou.

Rogério Marinho defendeu que o Congresso adote uma postura mais ativa na fiscalização, sugerindo que ministros sejam responsabilizados por crimes de responsabilidade quando houver indícios claros de desvios. O senador, que já subscreveu pedidos de abertura de processo de impeachment, sustenta que o Senado Federal possui a prerrogativa constitucional de processar e julgar os magistrados.

Atualmente, o Senado acumula 52 solicitações de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, incluindo um pedido recente relacionado ao caso da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Cabe exclusivamente ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dar andamento a essas denúncias, embora, historicamente, a instituição nunca tenha avançado em um processo dessa natureza contra ministros da Suprema Corte.

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