DESOBEDIÊNCIA JUDICIAL E LUXO

Isabela Christy Gomes Barros deixa o Brasil rumo a Dubai apesar de proibição da Justiça

Captura de tela de vídeo mostra Isabela Christy Gomes Barros comemorando viagem para Dubai.
Isabela Christy Gomes Barros, condenada por crime de pirâmide financeira, vive vida de luxo em Dubai. — Foto: Reprodução/Fantástico

Condenada por esquema de pirâmide financeira desafia restrição de viagem e ostenta rotina nos Emirados Árabes Unidos enquanto vítimas aguardam ressarcimento.

A condenação por estelionato e crimes contra a economia popular não impediu que a brasileira Isabela Christy Gomes Barros deixasse o território nacional em direção a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, violando uma ordem judicial de proibição de saída do país. O episódio, que ganhou repercussão nesta segunda-feira, 20/07/2026, destaca o contraste entre a ostentação exibida pela investigada nas redes sociais e o drama vivido por cerca de 100 vítimas que ainda aguardam o ressarcimento de prejuízos financeiros.

As imagens do embarque, exibidas pelo Fantástico, mostram o momento em que a condenada celebra a passagem pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. Em tom de deboche, ela afirmou em um vídeo: 'Passei, passei, não me barro em nada, nada, nada. Partiu Dubai'. Segundo a representação jurídica dos investidores lesados, a medida cautelar visava justamente impedir que a investigada se furtasse aos processos cíveis que determinam o pagamento de R$ 880 mil a 18 vítimas.

O impacto da decisão judicial descumprida vai além da questão legal; representa um novo golpe emocional para famílias que foram desestruturadas pelo esquema de pirâmide financeira. Muitas vítimas perderam as economias de toda uma vida e relatam traumas profundos, sentimentos de culpa e dificuldades extremas para reconstruir suas realidades financeiras, enquanto observam, à distância, a rotina de luxo da empresária no exterior.

O advogado responsável pelo caso classificou a conduta como crime de desobediência e questionou as autoridades sobre a eficácia do controle migratório. Em nota enviada ao Fantástico, a Polícia Federal reiterou que mantém o sigilo sobre dados pessoais de viajantes, salvo em hipóteses previstas em lei. Atualmente, a defesa das vítimas busca novas medidas judiciais para responsabilizar a investigada, que nega as acusações e promete, sem prazos concretos, a devolução dos valores aplicados.

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