NEGOCIAÇÕES CRUCIAIS
Irã descarta assinar acordo de paz com os Estados Unidos neste domingo
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirma que não há data definida para o acordo, mas a possibilidade de entendimento nos próximos dias segue em aberto. Divergências sobre programa nuclear e Estreito de Ormuz persistem.
O governo do Irã descartou a possibilidade de assinar um acordo de paz com os Estados Unidos neste domingo (14), contrariando expectativas geradas por declarações de autoridades do Paquistão e da administração norte-americana. A decisão, comunicada neste sábado (13/06/2026), reduz o otimismo em torno de uma conclusão iminente das negociações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, confirmou a informação, ressaltando que, embora a assinatura não esteja prevista para o domingo, um entendimento nos próximos dias permanece em aberto.
A declaração iraniana diverge do otimismo que prevaleceu nas últimas horas, impulsionado pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. Ele havia afirmado que Washington e Teerã estavam prontos para uma assinatura eletrônica do documento ainda neste fim de semana, seguida por discussões técnicas sobre os pontos pendentes.
Divergências permanecem
Apesar dos avanços diplomáticos, questões cruciais ainda criam impasses. O programa nuclear iraniano e o destino do estoque de urânio enriquecido por Teerã são pontos centrais de discórdia. Autoridades americanas pressionam por restrições mais rigorosas, enquanto o governo iraniano busca salvaguardar sua capacidade tecnológica e a flexibilização gradual das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
As negociações também abordam a reabertura do Estreito de Ormuz, via estratégica para o transporte global de petróleo, e mecanismos para a ampliação do cessar-fogo vigente na região após meses de confrontos.
Guerra elevou tensão global
O conflito entre Irã e Estados Unidos gerou forte instabilidade no Oriente Médio e preocupação nos mercados internacionais de energia. Milhares de mortes foram registradas desde o início da guerra, com impactos diretos no comércio marítimo e no preço do petróleo. As declarações divergentes sobre o cronograma da assinatura evidenciam que questões políticas e técnicas continuam a exigir atenção.
O governo iraniano reafirma seu compromisso com a diplomacia, mas enfatiza que não aceitará imposições externas ou prazos definidos por outros países. O cenário atual exige cautela enquanto os detalhes finais são trabalhados.
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