ACIDENTE AÉREO GRAVE

Helicóptero que combatia incêndio florestal sofre queda em Utah

Vista aérea da área atingida pelo incêndio florestal em Utah.
Incêndio florestal Widemouth 2 queimando perto de Richfield, Utah — Foto: U.S. Forest Service/Fishlake National Forest via AP

Aeronave auxiliava no controle de chamas em área de difícil acesso perto de Richfield; equipes de resgate enfrentam dificuldades para alcançar o local.

Um helicóptero que auxiliava no combate a um incêndio florestal de grandes proporções sofreu uma queda no estado de Utah, no oeste dos Estados Unidos. O acidente ocorreu nesta sexta-feira (7) e mobilizou equipes de emergência, que enfrentam desafios severos para acessar a área devido à intensidade das chamas e ao terreno íngreme.

A aeronave operava na região próxima à cidade de Richfield, a cerca de 260 quilômetros ao sul de Salt Lake City. De acordo com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), havia duas pessoas a bordo no momento do ocorrido. O impacto da queda gerou um novo foco de incêndio na Floresta Nacional de Fishlake, complicando ainda mais o trabalho dos socorristas, que esperam conseguir chegar ao ponto da colisão nas próximas 24 horas.

O aparelho era uma das sete unidades aéreas designadas para conter o incêndio Widemouth 2, iniciado após a queda de um raio em 27 de julho. Segundo Tyler Hecht, integrante da equipe de combate, as condições meteorológicas eram favoráveis para voos no momento do acidente. No entanto, o cenário na região é crítico: ventos irregulares, vegetação seca e temperaturas elevadas criam um ambiente de risco extremo, que já resultou na destruição de ao menos seis estruturas e na remoção de moradores da comunidade de Kanosh.

As investigações sobre as causas da queda serão conduzidas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) em conjunto com a FAA. A prioridade atual, entretanto, segue sendo o monitoramento do incêndio, que já consumiu aproximadamente 427 quilômetros quadrados e conta com a atuação de 600 profissionais. O desastre traz à tona o perigo constante enfrentado pelas equipes de linha de frente, relembrando a tragédia ocorrida em junho no Colorado, quando quatro bombeiros perderam a vida em circunstâncias semelhantes.

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