TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã desafia Trump e impõe cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz

Montagem fotográfica de Donald Trump e Abbas Araghchi lado a lado
Donald Trump e Abbas Araghchi

Após o anúncio do governo dos EUA sobre o controle da rota marítima, chanceler iraniano defende soberania e ameaça represálias contra aliados regionais.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que o país persa manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz e passará a cobrar taxas pela passagem de embarcações na rota. A decisão foi tomada como uma resposta direta à intenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de militarizar o canal e instituir uma taxa de 20% sobre o frete de navios.

A disputa pelo controle logístico da região, que escoa 20% do petróleo mundial, eleva drasticamente a instabilidade no Oriente Médio. Enquanto a Casa Branca defende a intervenção como uma forma de garantir a segurança do tráfego comercial, o governo iraniano, na figura de Abbas Araghchi, ironizou a proposta norte-americana, afirmando que, embora considere a ideia de compensação por serviços de segurança legítima, a alíquota proposta por Donald Trump é abusiva e desproporcional.

A escalada retórica ocorre em um cenário de fragilidade diplomática. Em 28 de fevereiro, o Irã fechou o Estreito de Ormuz em represália a investidas militares de EUA e Israel. Apesar de um memorando de entendimento ter sido firmado em junho para um cessar-fogo de 60 dias, o pacto foi rompido em 08 de julho de 2026, quando Donald Trump declarou o fim da trégua. O Exército do Irã já sinalizou que responderá com força a qualquer interferência e advertiu que países do Oriente Médio que colaborarem com os Estados Unidos podem se tornar alvos diretos.

A situação impõe riscos severos ao mercado global de energia e à segurança das tripulações comerciais que cruzam a área entre as costas do Irã e de Omã. As partes divergem sobre a responsabilidade pela ruptura do acordo: os EUA culpam o Irã por ataques a embarcações, enquanto Teerã afirma que os Estados Unidos falharam em cumprir os compromissos assumidos nas negociações recentes.

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