TENSÃO NO GOLFO
Irã acusa EUA de obstruir negociações sobre a segurança no Estreito de Ormuz
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirma que pressões de Washington inviabilizaram acordo em Omã; impasse ameaça a estabilidade global.
O governo do Irã declarou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que a viabilização de um mecanismo para a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz foi prejudicada pela atuação dos Estados Unidos. A decisão de apontar o impasse ocorre após as negociações realizadas em Omã no último fim de semana, essenciais para reduzir a tensão geopolítica na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que a República Islâmica do Irã buscava um consenso técnico, mas enfrentou entraves decorrentes de pressões explícitas e veladas exercidas por Washington sobre as autoridades de Omã. O cenário atual, marcado por ataques mútuos nos dias 11 e 12 de julho de 2026, eleva o risco para a navegação comercial e o fornecimento global de energia.
A escalada de violência entre o Irã e os Estados Unidos coloca em xeque o acordo provisório firmado no mês passado, que visava a reabertura do estreito após 60 dias de tratativas. Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador iraniano, reforçou que a fase de concessões unilaterais chegou ao fim, exigindo reciprocidade dos Estados Unidos sob pena de retaliações.
O bloqueio efetivo na região, instaurado após o início do conflito envolvendo Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, tem gerado impactos diretos na economia, elevando os preços da energia e a inflação mundial. A instabilidade reflete um dilema político para Trump, que enfrenta pressões internas com a proximidade das eleições legislativas de novembro.
Juridicamente, a situação permanece sem uma solução definitiva, com ambos os lados trocando acusações de violação de compromissos internacionais. Enquanto o Irã mantém sua postura de salvaguardar seus interesses nacionais, a região segue sob incertezas quanto à continuidade de novas rodadas de diálogo.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário