ALERTA EM MOSSORÓ

Infecção intestinal atinge 500 detentos em presídio do RN após consumo de comida com larvas

Fachada do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio em Mossoró.
Complexo Penal Agrícola Mário Negócio em Mossoró é palco de suposto surto de infecção intestinal.

Investigação apura se surto com sintomas graves, como diarreia e vômitos, está ligado à qualidade das refeições servidas pela empresa Líder Refeições.

Um suposto surto de infecção intestinal afetou cerca de 500 detentos no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró, nos últimos dias. A situação mobilizou autoridades de saúde e segurança, que investigam a causa dos graves sintomas apresentados pelos internos, incluindo diarreia, vômitos e febre. A decisão de investigar o caso e o impacto na dignidade dos detentos e na capacidade do sistema de saúde local são centrais nesta apuração.

A principal linha de investigação, conduzida conjuntamente pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), aponta para as refeições servidas aos presos como a origem do problema. Relatos indicam que detentos já vinham expressando insatisfação com a qualidade da comida, mencionando odores desagradáveis e, alarmantemente, a presença de larvas em algumas porções.

Para conter a disseminação da doença, uma força-tarefa composta por 12 profissionais de saúde, incluindo quatro médicos, foi acionada. Os detentos afetados estão recebendo tratamento com antibióticos e hidratação dentro da própria unidade prisional. Amostras das refeições fornecidas pela empresa Líder Refeições foram coletadas e enviadas para análise laboratorial, a fim de identificar possíveis contaminantes bacterianos, virais ou outros agentes patogênicos.

A preocupação das autoridades transcende o bem-estar dos reeducandos. Uma piora generalizada no quadro clínico poderia exigir internações em massa, sobrecarregando severamente a rede pública de saúde de Mossoró, que teria dificuldades em absorver centenas de pacientes simultaneamente. Além disso, transferências em larga escala representariam um desafio crítico em termos de segurança, logística e escolta policial para o Estado. O caso segue sob apuração rigorosa, buscando determinar a responsabilidade e evitar novas ocorrências que comprometam a saúde e a dignidade humana.

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