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Indústria apresenta agenda de crescimento a presidenciáveis em Brasília

Ricardo Alban, presidente da CNI, discursando em evento sobre a agenda da indústria para os presidenciáveis.
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante evento em Brasília. (Foto: Reprodução/Poder360)

Presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a necessidade de previsibilidade econômica e estratégia de longo prazo até 2050. Evento contou com a presença de pré-candidatos e debateu a redução do Custo Brasil.

Em busca de um futuro econômico mais promissor, a indústria brasileira apresentou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Brasília, uma agenda de desenvolvimento a potenciais futuros líderes do país. O debate, focado na redução do chamado Custo Brasil, reuniu representantes do setor produtivo e candidatos à Presidência, sob a liderança de Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa teve como objetivo primordial incentivar a criação de políticas de longo prazo que impulsionem o crescimento sustentável e a competitividade nacional até 2050.

Durante o evento 'Indústria na Agenda dos Presidenciáveis', Alban enfatizou a disposição do setor em colaborar ativamente com o debate eleitoral e com a construção de um país mais forte. No entanto, ele ressaltou a urgência de consolidar uma visão estratégica clara para o Brasil, que vá além dos ciclos políticos imediatos. A CNI estendeu convites a personalidades como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também sendo considerado para participação.

O cerne da mensagem transmitida pelo presidente da CNI girou em torno da necessidade imperativa de unir três pilares fundamentais para a retomada do crescimento: uma política macroeconômica focada na sustentabilidade, políticas robustas de desenvolvimento produtivo e ações concretas para mitigar as barreiras que elevam o Custo Brasil. Alban alertou que a ausência simultânea desses componentes nas últimas décadas tem sido um fator determinante para a perda de participação da indústria na economia e para a estagnação da produtividade.

Para ilustrar o impacto dessas deficiências, Ricardo Alban apresentou dados contundentes: a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) despencou de 35,9% em 1985 para apenas 13,7% em 2025. Soma-se a isso um déficit expressivo de US$ 149 bilhões em produtos manufaturados no ano anterior, um reflexo direto da perda de competitividade da produção nacional.

Ao direcionar sua fala aos pré-candidatos, Alban deixou claro que a indústria não busca apenas demandas setoriais pontuais, mas sim uma proposta de desenvolvimento coesa e estruturada. Essa proposta assenta-se em três eixos cruciais: a garantia de estabilidade macroeconômica, a implementação de uma política industrial de Estado e a eficaz redução dos entraves estruturais que sufocam o empreendedorismo.

A previsibilidade regulatória, segundo Alban, é um fator indispensável para atrair investimentos. Ele defendeu a realização de reformas significativas nos sistemas tributário e trabalhista, além de promover uma integração mais estreita entre o governo e o setor produtivo. No que tange ao ambiente de negócios, o presidente da CNI destacou a importância de combater o mercado ilegal e fortalecer a segurança jurídica no país.

Finalizando sua intervenção, Ricardo Alban reafirmou o compromisso da indústria em desempenhar seu papel no impulsionamento do crescimento brasileiro. Contudo, ele fez um apelo direto aos governantes: a necessidade de optar por um planejamento contínuo e uma execução diligente, livres de improvisos, para que o país possa, de fato, avançar.

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