FALHA NA ASSISTÊNCIA

Iges-DF investiga morte de paciente na porta do Hospital de Base

Equipes tentam realizar manobras de RCP em homem na entrada do Hospital de Base.
Rodrigo Resende Prado não resistiu e veio a óbito na entrada do Hospital de Base do Distrito Federal.

Homem de 46 anos faleceu após aguardar socorro na entrada da unidade. Instituto abriu procedimento interno para apurar conduta médica.

O Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF) instaurou uma apuração interna para determinar as circunstâncias que levaram ao óbito de Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, enquanto aguardava atendimento no pronto-socorro do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta segunda-feira, 13/07/2026. A medida visa esclarecer se houve negligência no fluxo de triagem da unidade, visto que o paciente faleceu em 12/07/2026 após passar mal na área externa.

A perda de Rodrigo Resende Prado escancara as fragilidades do sistema de urgência local. Imagens registradas no local mostram o desespero de familiares, que clamavam por socorro enquanto o homem, já inconsciente, recebia manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) realizadas por servidoras na entrada do HBDF. A cena, descrita por testemunhas como desumana, reacende o debate sobre a precarização do atendimento no Distrito Federal.

Em nota oficial, o Iges-DF informou que o paciente foi levado à sala vermelha, mas não respondeu aos protocolos de emergência. O instituto pontuou que a equipe assistencial foi acionada assim que o quadro de mal-estar foi identificado, porém, não detalhou por que o atendimento não ocorreu antes do colapso físico de Rodrigo Resende Prado na área externa.

A indignação tomou conta de familiares e profissionais da área. Uma parente da vítima, que atua na enfermagem, classificou o episódio como reflexo da falta de estrutura e sobrecarga de trabalho que assola a rede pública. "Saúde não é favor, é um direito. Vidas não podem esperar", afirmou, questionando até quando a insuficiência de equipes continuará custando a vida de cidadãos.

A investigação interna agora deve determinar se houve descumprimento de protocolos de acolhimento. O resultado do procedimento administrativo é aguardado para balizar possíveis responsabilizações dos envolvidos no fluxo de atendimento daquele dia.

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