INVESTIGAÇÃO AERONÁUTICA FINAL

Cenipa aponta gelo e desorientação como causas de queda de helicóptero em MG

Destroços da aeronave Agusta A109S após queda em área rural de MG.
Helicóptero PR-JMB, modelo Agusta A109S, caiu em Espírito Santo do Dourado (MG) em 2018.

Relatório descarta falha mecânica no acidente que vitimou Márcio Bissoli e Luiz Gustavo Araújo Soares em 2018.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) encerrou a investigação sobre a queda do helicóptero PR-JMB, modelo Agusta A109S, que vitimou o empresário Márcio Bissoli e o piloto Luiz Gustavo Araújo Soares. O acidente ocorreu em 16 de junho de 2018, em Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas, e o relatório final descarta a existência de falhas mecânicas como causa determinante do desastre.

A análise concluiu que a perda de controle da aeronave foi provocada, provavelmente, pela combinação de formação de gelo severo durante o voo e desorientação espacial do piloto. O cenário trágico ceifou a vida de duas pessoas que seguiam em uma rota de Nova Lima (MG) para o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP).

O Cenipa destacou que o planejamento de voo foi o fator central para o incidente. Havia um aviso meteorológico (SIGMET) ativo indicando condições críticas de congelamento na altitude em que a aeronave operava. Contudo, o helicóptero não possuía certificação para voar nessas condições adversas. O acúmulo de gelo em baixas temperaturas causa vibrações, perda de desempenho e falhas nos instrumentos, comprometendo a estabilidade.

Nos momentos finais, o registro de radar indicou uma trajetória em zigue-zague e uma rápida perda de altitude. Esse comportamento, aliado à escuridão e à falta de referências visuais, culminou na desorientação espacial. Embora o piloto tenha declarado emergência instantes antes da colisão, os motores apresentaram funcionamento constante até o impacto.

Para além dos aspectos técnicos, o relatório aponta fragilidades no preparo, como a ausência de registros de treinamento recente do piloto em simulador para o modelo específico da aeronave. O caso deixa o legado de uma família enlutada e reforça a necessidade rigorosa de protocolos de prevenção e avaliação meteorológica em cada etapa do planejamento de voo.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário