BOLSA EM ALERTA

Ibovespa encerra semana em queda, marcando a pior sequência de perdas semanais desde 2018

Gráfico do índice Ibovespa em queda.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta segunda-feira (28) aos 132.129 pontos, com queda de 1,04%. Foto: B3/ Divulgação

Principal índice da bolsa brasileira registra sexta semana consecutiva de desvalorização, cenário de incertezas e saída de investidores estrangeiros impactam o mercado.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em baixa nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, interrompendo dois pregões de recuperação e estendendo a maior sequência de perdas semanais do mercado nacional desde 2018. A decisão de não reverter a tendência negativa afetou a confiança dos investidores, em um momento de preocupações globais e domésticas, tornando o cenário desafiador para a economia.

O índice registrou uma queda de 0,81% no dia, encerrando o pregão aos 176.209,61 pontos. Com este resultado, o Ibovespa acumulou um recuo de 0,61% na semana, configurando a sexta semana consecutiva no vermelho. Essa marca de perdas semanais consecutivas não era vista desde maio e junho de 2018. Uma sequência ainda mais prolongada de desvalorizações ocorreu apenas em 2004, quando o índice acumulou sete semanas seguidas de perdas.

A tendência de correção ganhou força a partir de abril, quando o índice chegou a ultrapassar os 199 mil pontos pela primeira vez durante o pregão. A saída de investidores estrangeiros tem sido um dos principais fatores de pressão sobre a bolsa brasileira. Dados da B3 indicam que esses investidores retiraram R$ 11,7 bilhões do mercado acionário brasileiro apenas em maio, desconsiderando ofertas de ações. Apesar dessa recente retirada, o saldo anual ainda se mantém positivo, com uma entrada líquida de R$ 44,8 bilhões no mercado acionário brasileiro.

No cenário internacional, a atenção do mercado permanece voltada para os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira, impulsionados pelo ceticismo em relação a um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. As tensões envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global de petróleo, continuam sendo monitoradas de perto pelos investidores.

No âmbito doméstico, o mercado também reagiu ao anúncio do governo federal de um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento. Adicionalmente, a instabilidade política em torno de investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso do Banco Master, contribui para a cautela geral. Enquanto isso, o dólar à vista fechou em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,0289. Apesar da valorização diária, a moeda americana acumula queda semanal de 0,74% e um recuo de 8,38% no acumulado de 2026.

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