MARCO NA SAÚDE PRIVADA
Hospital Sírio-Libanês realiza terceiro implante inédito de válvula tricúspide Evoque no Brasil
Procedimento com válvula Evoque representa avanço para pacientes com alto risco cirúrgico, oferecendo recuperação mais ágil.
Nesta segunda-feira, 15/06/2026, o Hospital Sírio-Libanês registrou um marco na saúde privada brasileira ao realizar o terceiro implante da válvula tricúspide Evoque no país e o segundo em toda a América Latina. Anteriormente, os outros dois procedimentos realizados em território nacional ocorreram exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
A insuficiência da válvula tricúspide, também conhecida como regurgitação tricúspide (TR), surge quando essa estrutura, localizada no lado direito do coração, não se fecha corretamente. Essa falha permite o retorno do sangue, comprometendo o fluxo sanguíneo normal e a saúde cardiovascular.
Os sintomas dessa condição podem incluir fadiga extrema, inchaço nas pernas e abdômen, além de dificuldade para respirar. Frequentemente subdiagnosticada e associada ao envelhecimento, a TR pode ser agravada por disfunções em outras válvulas cardíacas ou por doenças como insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar. Idosos, especialmente mulheres, são os mais afetados.
"A válvula tricúspide sempre foi considerada a ‘válvula esquecida’. Há muito subdiagnóstico por falta de conhecimento. Porém, a insuficiência tricúspide está associada à maior mortalidade e à piora da qualidade de vida, devendo ser tratada com agilidade", afirma o cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, Henrique Barbosa Ribeiro.
Por ser uma abordagem menos invasiva, o novo procedimento está associado a um tempo médio de internação de aproximadamente três dias, o que possibilita uma recuperação significativamente mais rápida em comparação às técnicas cirúrgicas tradicionais.
"O tratamento cirúrgico da válvula tricúspide está associado a riscos elevados. Neste contexto, os procedimentos por cateter representam uma alternativa importante, especialmente para pacientes com maior risco cirúrgico", detalha Ribeiro.
"Trata-se de um avanço relevante na abordagem desses pacientes, que historicamente tinham opções limitadas. A tecnologia permite uma intervenção menos invasiva, com impacto positivo na recuperação e na qualidade de vida.", concluiu o médico.
*Sob supervisão de AR.
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