APURAÇÃO DE HOMICÍDIO

Homem investigado pela morte de garota de programa morre em confronto com a Polícia Militar e Ficco em Uberaba

Chácara onde ocorreu o confronto policial em Uberaba.
O confronto ocorreu em uma chácara próxima ao perímetro urbano de Uberaba.

O suspeito, de 45 anos, era alvo de mandado de prisão por suspeita de envolvimento no assassinato de Riana, mulher trans, em maio. Ele morreu após trocar tiros com forças de segurança durante tentativa de abordagem.

Um homem de 45 anos morreu em Uberaba, nesta quinta-feira, 18 de julho de 2024, após um confronto armado com a Polícia Militar e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco). Ele era procurado por suspeita de assassinar Riana, uma mulher trans, em maio deste ano. A decisão de prendê-lo foi tomada pela Justiça, que expediu um mandado de prisão contra o indivíduo, com base nas investigações sobre o crime. O caso importa pois a morte do suspeito encerra um capítulo na busca por justiça para Riana, mas levanta questões sobre a violência e o impacto na dignidade das pessoas envolvidas, especialmente a comunidade LGBTQIA+. A morte de Riana, ocorrida em 17 de maio, na Rua Olga, no Bairro São Benedito, chocou a cidade e evidenciou a necessidade de ações eficazes contra crimes violentos. Segundo as investigações, o homem teria contratado Riana e outra profissional para um programa sexual. Após o encontro, ele teria acusado as duas de furtarem seu celular e, em um ato de extrema violência, efetuou disparos contra elas. Riana chegou a ser socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Benedito, mas não resistiu aos ferimentos. A dignidade da vítima foi brutalmente violada em um ato que as autoridades buscam justiça. Após semanas de diligências, as forças de segurança identificaram que o suspeito estava escondido em uma chácara próxima ao perímetro urbano de Uberaba. A abordagem ocorreu nesta quinta-feira, 18 de julho de 2024. Durante a tentativa de prisão, o homem tentou fugir pulando o muro de uma propriedade vizinha. Ao ser encurralado em um galinheiro nos fundos da chácara, ele reagiu atirando contra os policiais. Houve revide e o suspeito foi atingido. Ele chegou a ser socorrido após cessar a resistência, mas não sobreviveu. No local do confronto, as autoridades apreenderam um revólver calibre .38 com numeração suprimida e três munições deflagradas. A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos de praxe. A Polícia Militar instaurou um procedimento interno na Corregedoria para apurar todos os detalhes da operação que resultou na morte do investigado. A decisão final sobre as circunstâncias da morte em confronto ainda será determinada pela apuração. A morte de Riana em 17 de maio gerou grande comoção. Testemunhas relataram que o suspeito, após ser confrontado sobre o suposto furto do celular, sacou a arma e atirou contra a vítima antes de fugir. O caso ainda está sob investigação para esclarecer todos os detalhes e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos, respeitando o devido processo legal.

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