PLP REAJUSTA LIMITE

Governo reajusta teto de MEIs e prevê custo de R$ 4 bilhões em dois anos

Ministro Paulo Pereira em evento oficial.
Ministro Paulo Pereira (PSB) anuncia ampliação do teto de faturamento para Microempreendedores Individuais (MEIs).

Ampliação do teto de faturamento para Microempreendedores Individuais custará R$ 2 bilhões por ano. Medida foi enviada ao Congresso Nacional.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira (PSB), anunciou que a ampliação do teto de faturamento para Microempreendedores Individuais (MEIs) representará um custo de R$ 4 bilhões aos cofres públicos ao longo de dois anos. A decisão visa atualizar o limite, que estava sem reajuste há quase uma década, demonstrando um compromisso com a saúde fiscal do país, apesar da necessidade de adequação orçamentária.

A proposta, formalizada por meio de um Projeto de Lei Complementar (PLP) enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta terça-feira, 29 de julho de 2026, prevê a progressão do limite anual. Inicialmente, o teto passará de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, e em seguida para R$ 140 mil em 2028. Além disso, os MEIs terão a permissão para contratar até dois empregados, impulsionando a geração de empregos e o crescimento dos pequenos negócios.

Essa mudança permitirá que um número maior de empresas se enquadre na categoria de MEI, beneficiando-se de uma carga tributária reduzida. Contudo, a ampliação do faturamento também acarretará uma renúncia fiscal para o governo, estimada em R$ 2 bilhões anualmente, conforme detalhou o ministro.

A equipe econômica do governo monitorava com atenção o avanço do PLP 108/2021 no Congresso, que além de ajustar o teto do MEI, previa a correção do limite de faturamento do Simples Nacional. Estimativas anteriores do Ministério da Fazenda apontavam um custo potencial de R$ 50 bilhões para a economia. A nova proposta, elaborada pela gestão federal, busca atender às demandas dos empreendedores, corrigir distorções históricas e manter o impacto fiscal sob controle, cabendo dentro do Orçamento previsto.

“O teto do MEI não era atualizado há quase dez anos, desde 2018. E o presidente Lula tinha determinado que houvesse uma solução. Mas o presidente tem compromisso com a saúde fiscal do país, por isso precisamos de tempo para construir a resposta”, explicou o ministro Paulo Pereira.

O ministro ressaltou o impacto positivo da medida, afirmando que “a medida vai custar R$ 2 bilhões por ano, mas o mais importante é que vai ser feito sem nenhum aumento tributário. Então não vamos cortar da própria carne, a sociedade brasileira não vai pagar mais tributo para permitir esse arranjo. É um texto que cabe no Orçamento”. A iniciativa visa fomentar o empreendedorismo sem onerar a população.

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