PROTEÇÃO INFANTIL NA REDE

Governo federal orienta plataformas a não monetizar conteúdo de crianças sem alvará

Imagem de crianças em um computador
Governo federal envia ofício às plataformas de redes sociais.

Decisão visa coibir exploração de menores por meio de monetização e impulsionamento de conteúdos em redes sociais, com regras valendo a partir de 17 de junho.

O governo federal enviou um ofício nesta sexta-feira, 12/06/2026, às plataformas de redes sociais, orientando que elas se abstenham de monetizar ou impulsionar conteúdos que explorem a rotina de crianças e adolescentes sem alvará a partir da próxima semana.

Essa nova diretriz, que faz parte do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) Digital, entrará em vigor no dia 17 de junho. A medida surge como resposta a denúncias, como a feita pelo influenciador Felca, sobre a exploração de jovens e crianças por pais para geração de renda online.

A norma, estabelecida no decreto que regulamenta o ECA Digital, estende às plataformas a mesma obrigação já prevista no ECA original para atores mirins. Conteúdos que sejam impulsionados ou que explorem, de forma habitual, a imagem ou a rotina de uma criança, deverão ter autorização judicial ou alvará.

Representação de crianças em ambiente digital

O documento foi expedido pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), ligada ao Ministério da Justiça, em alusão ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. A orientação se baseia em um relatório elaborado pelo Comitê Consultivo, que reúne representantes de diversos ministérios e da sociedade civil.

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